RONDONOTICIAS terça-feira, 21 de maio de 2019 - Criado em 11/10/2001

Não dá para entender


Por Antônio Queiroz

25/04/2019 11:18:12 - Atualizado

Jair Bolsonaro ganhou as eleições de 2018 tendo em sua chapa, como candidato a vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Até aí nenhuma novidade! Os adversários políticos não podiam imaginar o que seria  o pleito eleitoral. Menosprezaram Bolsonaro e as velhas raposas políticas se engalfinharam na busca pelos votos dos eleitores do Brasil. O resultado todos nós sabemos. Agora, passado quase quatro meses da posse, o que mais se vê é incêndio em todos os cômodos do Palácio do Planalto. O pior: os incinerados são o vereador carioca Carlos Bolsonaro e o vice-presidente Mourão. Prato cheio para a imprensa especializada no "quanto pior, melhor!". O edil carioca utiliza as mídias sociais para descascar o general. Bate com força, como se bate em mala velha para tirar o mofo. O clima fica incompreensível quando Jair Bolsonaro se posiciona quando o seu filho Carlos faz alguma traquinagem na internet. Não repreende o filho e deixa o general abandonado a própria sorte. Mas, ninguém se iluda com um general quatro estrelas. O cidadão não chegou a esse posto por canetada de algum amigo. Tá um passado, uma história e sabe muito bem o terreno que está pisando e as armas que o inimigo usa. Como bom combatente, tem a hora de avançar e recuar. Enquanto isso, o vereador Carlos deixou de lado a Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro para cuidar, única e exclusivamente, de denegrir a imagem do Mourão. A atuação do vereador no Poder Legislativo Municipal do Rio de Janeiro é considerada pífia. É a história: cuida da vida dos outros e deixa a dele de lado. Enquanto isso, o Brasil continua seguindo o rumo do desemprego, alta nos preços dos combustíveis, violência aumentando diariamente, sinalização de uma inflação fora da meta estabelecida pela equipe econômica, caminhoneiros sendo contidos de todas as formas para não pararem o Brasil. Muito blá blá blá e nada de concreto em prol da população menos favorecida, pois rico não está nem aí para o momento atual da gestão brasileira. Desconfiado mais do que raposa, o velho índio Tabajara da Tribo Cariri decidiu reunir os anciãos da tribo e debater a questão da interferência do Carlos Bolsonaro na administração do pai. Um decano silvícola disse que o vereador ja´extrapolou tudo que tinha direito e chamou o pai de um banana, pois aceita covardemente as ações do filho contra o general.Sugeriu uma surra com cipó de boi. Outro ancião, irritado com a falta de moral de Bolsonaro para

com o filho, opinou pelo afastamento do cargo - renúncia - pois causaria menos mal ao País. Mas, não está longe o momento que o general Mourão vai - embora muito educado - dar um basta no filho trapalhão. Sabe-se que o militar está empenhado em fazer o melhor para e pelo Brasil. Sua formação militar é direcionada neste sentido. Sei que não há clima, mas o Brasil pode ficar ingovernável e acreditem: o Exército Brasileiro pode mandar Jair Bolsonaro pedir licença, sair de mansinho e correr para trás da moita. Pois, no mato, lugar de defecar é atrás das moitas. Como expert em política, o índio Tabajara vai pescar um Jaraqui para tomar com açaí e, de longe, vê o circo pegar fogo. Gasolina é jogada todos os dias. Falta alguém para atear fogo. Fui!!!

* Antônio Queiroz é repórter



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