RONDONOTICIAS quarta-feira, 26 de setembro de 2018 - Criado em 11/10/2001

Eleição para o Senado promete ser mais concorrida do que para governo, Raupp e Confúcio na berlinda e a inércia do governo


Por Jocenir Santanna

10/07/2018 18:04:00 - Atualizado

Com a entrada de Carlos Magno (PP) na busca por uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa nas eleições de outubro próximo, fica cada vez mais acirrada a corrida eleitoral deste ano para a chamada Câmara Alta.

As vagas a serem deixadas por Ivo Cassol (PP) e Valdir Raupp (DB) já tem mais pretendentes do que o dobro dos candidatos ao executivo estadual. Bancado por Ivo Cassol, que não disputa nada em função de pendências com a justiça, o ex-deputado federal Carlos Magno, com bases eleitorais na região central do estado se junta ao próprio Valdir Raupp (MDB) que busca nova reeleição, Confúcio Moura (MDB), Fátima Cleide (PT), Jesualdo Pires (PSB), Aluizio Vidal (Rede), Marcos Rogério (DEM), Expedito Junior (PSDB), Bosco da Federal (PPS), entre tantos nomes cogitados.

Com duas vagas em disputa e oito anos de mandato, além de todas as regalias, o senado parece ser mais interessante do que qualquer outra função. E tem sido o ultimo passo na carreira dos chamados políticos profissionais.

Último passo

Se a carreira política começa na Câmara de Vereadores o senado é tido como a última instância plausível (não consideramos aqui a presidência da República, claro, onde o jogo do poder é muito mais árduo para alcançar).

Geralmente quem se elege senador é quem já foi prefeito, deputado e governador, com suas exceções, é claro, como é o caso de José de Abreu Bianco, que se elegeu governador enquanto exercia o mandato de Senador, mas já tinha sido prefeito e deputado. Raupp e Ivo, entretanto, alcançaram o senado depois da experiência de chefe do executivo.


Complicando o MDB

Com Carlos Magno na disputa, as chances do MDB eleger os seus dois candidatos, Valdir Raupp e Confúcio Moura se reduzem mais ainda e começa a ficar inviável manter os dois candidatos. O certo seria a busca de uma coligação onde um dos outros partidos postulantes ocupasse a segunda vaga na disputa, ampliando e fortalecendo o leque de apoio, porém, Raupp e Moura estão irredutíveis e só a convenção deve resolver o impasse.


Pressionado

Li uma notícia de rodapé esta semana dando conta de que o ex-governador José de Abreu Bianco (DEM) estaria sendo pressionado a disputar as eleições deste ano e fiquei pensando, pressionado por quem? Bianco há muito tempo está fora da política e um exemplo foi a pífia votação que recebeu para Deputado Federal no último pleito. Bianco é hoje árvore que já deu cacho, aliás, já fez o seu papel na política rondoniense.


Queimando

A inércia política do governo do estado garante aos adversários igualdade de condições na disputa. Daniel não construiu o próprio nome e não ajudou a construir mais ninguém do grupo. Hoje, seu apoio a Acir Gurgacz ou quem quer que seja não representa muita coisa, uma vez que as ações políticas que eram para ser tomadas até agora não aconteceram. Pode, ao contrário, significar um peso político para quem desejar tê-lo no palanque, pois nestes meses em que esteve à frente do executivo, pouco ou quase nada foi feito, além de tocar o barco que vinha sendo comandado por Confúcio Moura nos últimos sete anos.


Reduzindo

Em função do período pré-eleitoral, a mesa diretora da Assembleia começa a discutir com os demais parlamentares o calendário das sessões ordinárias para os próximos meses. A intenção, segundo informações, é realizar apenas uma sessão por semana, às terças-feiras, para liberar os deputados para visitar as bases em busca de sufrágios que garantam a reeleição. Dos 24 deputados, apenas Maurão (governo) e Léo Moraes (Câmara) não disputam a reeleição.


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