RONDONOTICIAS quarta-feira, 26 de setembro de 2018 - Criado em 11/10/2001

POLÍTICA & CIA: Rei morto, rei posto. A solidão agonizante de Confúcio


Por Jocenir Santanna

19/07/2018 08:13:18 - Atualizado

POLÍTICA & CIA: Rei morto, rei posto. A solidão agonizante de Confúcio


O ex-governador Confúcio Moura (MDB) é a prova viva de que o poder faz a pessoa, mas a pessoa não se faz no poder. Depois de entrar numa luta em busca da segunda vaga do MDB para a disputa ao senado, governador foi rechaçado pelo presidente do partido, Tomás Correia, recebeu um silêncio ensurdecedor do Senador Valdir Raupp e da sua esposa, a deputada Marinha, colocando por terra a sua figura de líder político e nenhum brado favorável daqueles que prestigiou durante o seu governo.


Desde que deixou o governo do estado, no início do mês de abril, Confúcio está cada vez mais sozinho. Percorreu o estado numa campanha arredia, encontrou velhos amigos sem nenhuma influência política, frustrou expectativas de público nas reuniões em que promoveu e agora não vê nenhuma mão estendida para lhe dar apoio na hora em que mais precisa.


Enquanto governador, Confúcio escolhia quem atender. Deixou diversos companheiros de partido na estrada, mal atendia os deputados do próprio partido, governou sozinho, do jeito que quis, priorizando espaço para os familiares capitaneados pelo primeiro cunhado Francisco de Assis e pelas filhas Cláudia e Cira Moura, que mandavam e desmandavam no governo.

Confúcio Assumiu compromissos que não poderia cumprir e descumpriu compromissos possível para o governo. Traiu companheiros de primeira linha como o presidente Maurão de Carvalho, que escancarou as portas da Assembleia em prol da governabilidade. Fez alianças com adversários esse desalinhou de companheiros históricos.


Era mais que um governador. Era o Rei Moura das terras de Rondon. Mandava em tudo e em todos. Assumia um compromisso aqui e desmarcava ali adiante. Governou para o próprio umbigo.


Hoje tenta olhar para frente e encontra um horizonte turvo, nebuloso e uma estrada com muitas curvas e obstáculos. Olha para trás vê antigos companheiros tentando se levantar e tomando rumos diferentes. Grita e não encontra eco, sacode e a poeira não sai. Confúcio está sozinho.


Nesta queda de braço com o MDB, nenhum deputado do partido saiu em seu apoio. Nenhum secretário de estado se manifestou pela sua causa. Nenhum prefeito emedebista disse sequer um “coitado do Confúcio, não merecia isso”.


Ex-deputado, ex-prefeito, ex-governador. Parece que foram só esses títulos de ex que sobraram a Confúcio. Nos seus dois mandatos de governador fez poucos amigos, mas pelo visto, muitos adversários. Apostou errado, nas pessoas erradas e hoje precisa das pessoas certas para que não acabe no ostracismo político.


Moura vai para a convenção do MDB em busca de um milagre, pois, os antigos amigos que foram deixados na estrada são exatamente aqueles que vão decidir seu futuro político. Já tem ciência que não terá a segunda vaga para o senado, deve tentar a sorte como candidato a Câmara Federal ou encerrar a sua carreira, isolado. Rei morto, rei posto!


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