13/10/2016 09:31:52 - Atualizado em 14/10/2016 14:47:59

Promessa da nova rodoviária completa 10 anos sem avanço

Candidatos a prefeito da capital voltaram a requentar a promessa, mas não sabem de onde tirar o dinheiro para a construção...

PORTO VELHO – RO: O que deveria ser o cartão de visita para quem chega ao município de Porto Velho, se tornou o reflexo do abandono da capital, no que diz respeito a obras públicas.

A promessa da construção do novo terminal rodoviário do município completou, em 2016, dez anos de promessas, sem nenhum avanço que possa indicar o verdadeiro início das obras.

A ideia da construção da nova prefeitura foi anunciada em 2006 pelo então prefeito Roberto Sobrinho (PT), gerando uma expectativa sobre o novo terminal.

A maquete da construção, que chegou a ser apresentada, mostrava uma construção moderna e ampla, com diversos espaços para empresas de transporte, assim como uma área destinada aos boxes de lanches, lojas e restaurantes, banheiros amplos, saguão e salas de espera confortáveis. Até pontos de internet estavam previstos no projeto inicial, que ainda continua no papel.

Prefeitura e estado disputam a construção, sem chegar a um denominador, enquanto a população continua se utilizando das precárias condições do caótico Terminal Rodoviário de Porto Velho.

Desejo da população, a construção da nova rodoviária voltou à baila nas eleições deste ano, com candidatos prometendo a construção, sem indicar de onde virão os recursos para a vultuosa obra.

Em janeiro deste ano, o governador Confúcio Moura anunciou que um novo projeto para a construção seria concluído ainda no primeiro semestre deste ano, e que a partir de então, seria deflagrado o processo licitatório para a realização da obra que seria erguida numa área de cerca de 10 mil metros quadrados, localizada na Avenida Guaporé.

As controvérsias

Apesar do governador anunciar a obra para a Avenida Guaporé, todos sabem que a prefeitura de Porto Velho chegou a lançar a construção do novo terminal em um terreno localizado junto a atual rodoviária, mas o processo parou em função de uma disputa judicial, que se arrasta desde 2007.

Em 2009, uma decisão da Justiça assegurou à Prefeitura de Porto Velho a transferência do terreno da rodoviária, o que garantia a continuidade das obras da nova estação, projeto iniciado na gestão do petista Roberto Sobrinho e paralisado no início da administração de Mauro Nazif (PSB).

Em agosto daquele ano, o juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa acatou pedido do advogado Pedro Origa e mandou a prefeitura indenizar através de precatório R$ 2,5 milhões pela área.

A sentença do magistrado mandou pagar pela indenização do terreno, mas não falou nada sobre paralisar as obras da nova rodoviária.

“Nos fundamentos expostos, e tudo mais dos autos, julgo procedente o pedido para condenar o município de Porto Velho ao pagamento de indenização por desapropriação indireta em favor de Alberto Castanheira Silva e sua mulher Geysa Do Valle De Sá Peixoto Castanheira Silva, Pedro Origa Neto e sua mulher Rosalina D’andrea Origa, no valor de R$ 2.505.812,50 (dois milhões, quinhentos e cinco mil, oitocentos e doze reais e cinquenta centavos), corrigido monetariamente a partir do laudo pericial. Os juros moratórios incidem a partir de 1º de janeiro do exercício financeiro seguinte àquele em que o precatório deva ser pago”, diz o despacho do juiz Edenir Sebastião Albuquerque.

O juiz Lucas Niero Flores, em decisão recente, também oficiou ao Serviço Registral da Comarca de Porto Velho a transferência do imóvel para o município de Porto Velho. Em 2013, a empresa que estava tocando a obra recebeu R$ 900 mil e paralisou os serviços.

Ainda não há uma data para o reinício da obra e nem o local certo de onde ela será edificada.




fonte: Rondonoticias

comentar

comments powered by Disqus

Ultimas Notícias