RONDONOTICIAS sexta-feira, 24 de maio de 2019 - Criado em 11/10/2001

Palácio das Artes está de portas abertas para grupos de Teatro de RO

Os trâmites são simples, de acordo com o presidente da Funcer


Secom

12/03/2019 12:00:55 - Atualizado

PORTO VELHO RO - Integrantes de grupos teatrais de Rondônia que tiverem interesse em ensaiar no Teatro Guaporé ou Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho, podem se organizar. As portas dos dois teatros estão abertas aos artistas, segundo o presidente da Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer), Fábio Carneiro Leal.

Os trâmites são simples, de acordo com o presidente. Basta que os representantes das instituições comprovem que realizam atividades culturais nos últimos anos e, em seguida, solicitem agendamento.

“Os representantes podem apresentar documentos que comprovem a promoção contínua de arte pelo grupo. Dependendo de cada situação, o espaço é liberado não só para os ensaios, mas também para as apresentações, sem ônus”, atesta Fábio Leal.

A abertura dos espaços públicos, intitulados por ele como equipamentos culturais e aproximação do público à arte e eventos culturais promovidos em Rondônia, estão entre os principais objetivos do Governo de Rondônia.

Em Rondônia existem cinco equipamentos culturais, são eles: Complexo Cultural Palácio das Artes de Rondônia, que inclui o teatro Guaporé e o teatro Palácio das Artes; a Casa de Cultura Ivan Marrocos; a biblioteca pública estadual José Pontes Pinto; e o Museu da Memória Rondoniense, que funciona no antigo Palácio Getúlio Vargas. Além destes, está em fase de conclusão, o Teatro Estadual de Ariquemes. “Temos buscado levar a essas entidades melhorias na gestão, além de estruturar com equipamentos”, cita.


A melhoria inclui desde aquisição de ar condicionado, equipamentos técnicos, como computadores, impressoras, além de móveis. “Foram investidos mais de R$ 700 mil em equipamentos para serem usados no Palácio das Artes e na Biblioteca Estadual, e mais R$ 300 mil reais de mobiliário para a Biblioteca. Além de recurso do Ministério da Justiça e da Cidadania, no valor de R$ 300 mil para o Museu. Também apresentamos projeto à Supel (Superintendência Estadual de Licitações) de R$ 3 milhões para revitalização do Museu e reivindicamos recursos para o imobiliário do Museu”.

A experiência do atual presidente junto à Funcer demonstra apresentar resultados que somam para a melhoria dos equipamentos culturais. Um exemplo foi o contrato, recém firmado, junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), no valor de R$ 356 mil ao ano, para locação do estacionamento. “A Procuradoria Geral do Estado nos apoiou e recomendou a utilização do recurso na própria Fundação. Vamos usar este recurso para compra de equipamentos, manutenção e investimento interno”, explica. O presidente também conta que a reforma do Palácio das Artes será feita com recursos da própria instituição.

GESTÃO 

A Funcer funciona sobre a coordenação da Superintendência Estadual de Esportes, Cultura e Lazer (Sejucel). Fábio Leal explica que uma das primeiras medidas adotadas à frente da Funcer foi realizar treinamentos para os gestores dos equipamentos culturais, uma espécie de reciclagem, com aprimoramento para o novo modelo, com ênfase à utilização dos espaços públicos por toda a comunidade. “O governador Marcos Rocha e o superintendente Jobson Bandeira tem nos dado total apoio para que possamos desenvolver nossas atividades”, ressalta.

O presidente explicou que, atualmente, somente um público restrito tem acesso aos eventos que são realizados nos equipamentos culturais, como a Casa da Cultura Ivan Marrocos, e nos Teatros. Público geralmente composto por acadêmicos, artistas e seus familiares, mas reforça que seu intuito é que a gestão chegue a todos os equipamentos e que a comunidade tenha conhecimento e participe ativamente dos eventos realizados em cada equipamento cultural. Outro ensejo do atual presidente é possibilitar a expansão da Funcer para os polos de todo o Estado.

Em relação a utilização dos teatros, o presidente da Funcer explicou que a agenda é aberta entre os meses de fevereiro a dezembro, com prioridade para artes cênicas, mas os espaços também podem ser locados.

“Os teatros estão abertos para as entidades, promotores de eventos, por meio de agendamento. Para isso é necessário envio de requerimento para a Fundação Cultural, sugerindo datas para utilização do espaço, preferencialmente com 30 dias de antecedência para que possamos nos organizar”, orienta Leal.

Ele ressaltou que existem três tipos de locação: para eventos de prestação de atividades artísticas continuadas; os eventos artísticos com cobrança de ingressos e os eventos fechados, como conferências, treinamentos, formaturas, posses e congressos.

PERFIL

Fábio Leal é um dos migrantes que ajudaram a construir o estado de Rondônia. Veio da Paraíba, em 1985, e no estado atuou como professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e da rede estadual de Ensino. Foi chefe de gabinete e secretário da Educação da prefeitura de Guajará-Mirim. Exerceu outros cargos públicos municipais e estaduais, como chefe de gabinete da antiga secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer, a antiga Secel, além de representante de Ensino do Governo de Guajará-Mirim e diretor administrativo e financeiro da Funcer, e na ocasião ajudou a elaborar o projeto de gestão do órgão, no qual atua como presidente. “Fui convidado em virtude do programa de melhoramento de eficiência do Estado (PME) e com isso ajudei a construir a Funcer como órgão gestor dos equipamentos culturais”, explica.

Em 2017 vários técnicos foram convocados para trabalhar na construção de um órgão estadual com função de gerir os equipamentos culturais do Estado de Rondônia. Por meio de estudos técnicos e científicos da Fundação Getúlio Vargas e outras entidades envolvidas, os técnicos elaboraram um estudo com indicativos para a melhoria da gestão. “Entre as indicações criou-se uma entidade para gerir os equipamentos culturais, pois muitos estavam em situação de quase no abandono, sem condições de atender sua finalidade, e até mesmo da população utilizar esses espaços públicos”, explana. Como resultado foi criada a Funcer, por meio da lei 965/2017.


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