13/05/2017 13:04:15 - Atualizado em 15/05/2017 15:30:45

A saída é ser conservador ainda em tempos escatológicos ​ - Por Rocco Eduardo Roca

A saída é ser conservador ainda em tempos escatológicos - Por Rocco Eduardo Roca

Uma vez antes de ser carcomido pelo câncer, o finado ditador Hugo Chavez, disse que iria transformar a Bolívia num novo Vietnam, aludindo aos conflitos internos que aquele país vivia em ocasião da tentativa de emancipações de regiões internas como Beni, Pando, e Santa Cruz de La Sierra, que queriam ser independentes conformando uma nova nação dentro do país de Evo Morales nos inicios da década. Pois é, a Bolívia, continuou sendo a Bolívia, e com mão de ferro foram reprimidos quaisquer movimentos de independências.

Já na Venezuela, - Chavez, morreu, e deixou como herdeiro, a Nicolas Maduro, e uma Venezuela, esta sim, transformada num verdadeiro pavio de pólvora, este sim num novo Vietnam.

Ironias à parte, e por isso, e mais, que se deve tomar atenção com o que acontece na Venezuela. É sem dúvida um exemplo do que não se deve seguir. - Foi uma aposta errada. Sempre o foi, e pensar que o novo, - o diferente; iria resolver mazelas seculares, é um tremendo engano. - Pelo contrario no país de Simon Bolívar o caosesta cada mais imperante.

Chavez já nos idos de 1992 tentou dar um Golpe de Estado para tomar à força o Poder, mas foi sufocada sua Revolución, e foi preso, e por sorte ou azar, (digo por hoje, pelo que se vive hoje naquele país) não foi morto naquele tempo. Pois bem, anos depois, este cria um partido, e vence as eleições de uma Venezuela, ainda democrática, dizendo que jamais que iria radicalizar, prometendo mil e uma soluções para a população.

Nenhuma delas deu certo até agora. Seu legado só serviu mesmo de pano de fundo para uma ditadura, fomentada pela corrupção, e consolidada na Força das Armas e em grupos paramilitares que fazem parte de um grupo sectário que se apossou de tudo naquele país. Usurparam o Poder, o dinheiro, as terras, e da vida das pessoas.

Mas tudo é porque o povo acreditou, embarcou na “viagem” de um lunático sedento de Poder. Acreditou no lobo vestido de ovelha, e agora as consequências estão evidentes. O sonho bolivariano é um pesadelo, mancomunado com a mentirada de que a Revolucion iria terminar com a pobreza. - - Que iria igualar todos, numa só condição. - Mas que no fim transformou os venezuelanos em miseráveis desesperados para se livrar do peso do Bolivarismo meia tigela que se apoderou do status quo.

Por isso, o caso Venezuela é pertinente, já que este chamado Socialismo Moreno, mesmo capenga, ainda insiste, pela força, em continuar vigente. Na Venezuela, na Bolivia, no Ecuador, no Brasil, eles ainda tentar se agarrar desesperadamente ao poder, sem medir esforços, nem justificativas. Sem escrúpulos, sem pavor, nem vergonha das mentiras mais cabeludas e fabulosas. Mesmo sabedores que trouxeram em vez de progresso e desenvolvimento, pobreza, e mais pobreza.

Por isso radicalizar, soluções pioneiras... “O novo”, deve ser visto com grande receio. Hoje tudo isso é perigoso, e a resposta vem à cavalo, - na Europa, precisamente, na França, - já se tem um novo horizonte traçado, e voltamos à estaca zero. Ou seja, notoriamente, grandes mudanças não podem ocorrer, a humanidade se dá conta que é melhor o tradicional, e os riscos tem que ser minoritários, haja vista que os franceses, escolheram um novo presidente, e ele, de linha moderada, demarca um novo caminho de volta, onde os experimentos de ressuscitação de velhas doutrinas radicais são largadas de lado. Não podemos ser taxativos, não devemos polarizar. O novo dono do poder na França já disse, não é comunista, nem é capitalista. - Pronto, é a solução dos novos tempos!

A vitória eleitoral de Macron é um sinal, uma luz no fim do túnel, e que deve ser vista, também na América Latina como algo plausível e coerente. Brasil, por exemplo, em pouco tempo vai eleger novo mandatário e é ali que vai se definir, geopoliticamente, muita coisa. - Se somos,- se aprendemos, com os erros da nossa vizinhança, e com os próprios tendo em conta, nossos recentes escândalos, levados à tona pela Lava Jato.

Temos que saber eleger. Não podemos nos dar o luxo de erros. Nem de arriscar. Apostas novas são perigosas, embarcar em sonhos meteóricos, em apocalipses irrealizáveis, só servirão para nos empurrar num mundo escatológico, bem parecidos ou piores, como os atuais vivenciados nos vizinhos Venezuela, Argentina, entre outros do falido Socialismo Moreno.

O autor é jornalista e concluinte do curso de Medicina.


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