20/01/2016 17:18:27 - Atualizado em 21/01/2016 00:05:53

​Eduardo Damião, Secretário da Semusb. Nesta entrevista, ele fala da limpeza pública da capital e as dificuldades diárias que encontra. "Limpamos num dia, no outro já está tudo sujo"...

Eduardo Damião, Secretário da Semusb - Secretaria Municipal de Limpeza Pública.

RONDONOTÍCIAS: Secretário, quais os planos para 2016? O que podemos destacar como sendo feito da sua secretaria no ano de 2015?

EDUARDO DAMIÃO: A nossa secretaria é muito interessante por conta da atividade, que é diária. Temos mais de 19 frentes de trabalho consecutivas. Normalmente, as pessoas só percebem que a nossa secretaria existe quando a gente deixa de fazer algum tipo de serviço. Quando você passa em uma Avenida, e ela está limpa, ou quando você passa em uma praça e está tudo limpo, o lixo está sendo coletado diariamente, as pessoas nem percebem que este trabalho é feito pela SEMUSB. A gente trabalha para isso.

RONDONOTÍCIAS: A que o senhor atribui essa falta de reconhecimento ao trabalho da SEMUSB, pela população?

EDUARDO DAMIÃO: Só percebem quando falta. Se as máquinas pararem de passar, no outro dia tem gente reclamando. Mas isso, é do ser humano. A prefeitura assume essa responsabilidade e está trabalhando, e graças a Deus, tem feito um bom serviço público a população. Os eventos, por exemplo, de final de ano, nós brincamos que temos um bloco chamado “bloco da semusb”, quando o evento acaba, na maioria das vezes, de madrugada, 6 hrs da manhã, nossa equipe está na rua limpando. A nossa obrigação é suprir esse anseio da comunidade. Limpamos num dia, no outro já está tudo sujo.

RONDONOTÍCIAS: Qual a estrutura que conta a secretaria, hoje, para deflagrar esse trabalho, cuja demanda é grande ?

EDUARDO DAMIÃO: Temos hoje um contingente de cerca de 700 funcionários. Gostaríamos de ter mais gente e mais equipamentos, porque a cidade é muito grande, mas o prefeito tem respeitado a lei de responsabilidade fiscal e preservado a melhoria dos servidores em questões salariais. Temos cerca de 90 máquinas, entre caminhões, caminhonetes, patrol, pá carregadera, entre outros. É importante esclarecer, que nós não atendemos só a cidade de Porto Velho, atendemos também todos os distritos do baixo madeira, alguns deles tem equipamento próprio, mas a maioria precisamos deslocar daqui até lá.

RONDONOTÍCIAS: Considerando que Porto Velho é uma cidade de médio porte e multifacetada de problemas, como o senhor planeja suas ações?

EDUARDO DAMIÃO: Para otimizar o trabalho, nós temos equipes, que chamamos de “trecho fixo”. Por exemplo, o gari que mora na Jatuarana, nós o colocamos como trabalhador da própria região dele, para ele não precisar se deslocar. Desta maneira, conseguimos espalhar gente na cidade toda, sem contar com as equipes de mutirões, que são grandes equipes que passam na 7 de Setembro, fazendo toda a limpeza. Todo o dia trabalhamos na cidade toda, praticamente ao mesmo tempo. Alguns bairros nós fazemos revezamento de limpeza, para facilitar.

RONDONOTÍCIAS: Secretário, a questão da coleta de lixo, assim como o transporte coletivo da capital, era uma novela que não tinha mais fim. A empresa Marquize, segundo a maledicência, chegou na capital quando o Coronel Jorge Teixeira era adolescente, e até hoje a empresa está ai, desfrutando de um contrato "ad eternum" . Como está hoje esse contrato e como a empresa atualmente faz a coleta de lixo da cidade?

EDUARDO DAMIÃO: O Doutor Mauro fez uma rescisão do contrato com a Marquise e depois um acordo judicial. A prefeitura ficou de fazer uma licitação para uma nova empresa, ou até mesmo recontratar a própria Marquise, desde que ela participe de uma nova licitação. Essa licitação, já tem cerca de um ano que foi publicada, analisada pelo Tribunal de Contas, o edital retornou e algumas alterações foram feitas, e após isso, encaminhamos novamente para o próprio Tribunal de Contas. Acredito que nas próximas semanas esse problema será resolvido.

RONDONOTÍCIAS: Quanto paga-se, hoje, de coleta de lixo na cidade de Porto Velho?

EDUARDO DAMIÃO: Hoje, o pagamento fixo da Marquise, determinado por acordo judicial, homologado na justiça, é de aproximadamente 2 milhões de reais mês, independente de quantidade de lixo que arrecadar..

RONDONOTÍCIAS: Toda a cidade, de médio e grande porte, tem um aterro sanitário. É uma questão de saúde pública. Porto Velho não tem. Por que secretário?

EDUARDO DAMIÃO: Estamos a caminho. Depois de uma longa jornada, conseguimos a licença ambiental. De posse disto, estamos iniciando o procedimento licitatório também para o aterro. Esse edital, acredito que em meados de Fevereiro estará sendo divulgado. O nosso interesse de fazermos uma Parceria Publico Privada.

RONDONOTÍCIAS: Obrigado pela entrevista secretário.

EDUARDO DAMIÃO: Eu que agradeço. Quero estender meu agradecimento também a todos os servidores da Semusb, principalmente aos que trabalham nas limpezas das ruas, que estão dia e noite limpando a cidade, faça chuva ou faça sol, meu muito obrigado.

fonte: Rondonoticias

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