RONDONOTICIAS quarta-feira, 21 de outubro de 2020 - Criado em 11/10/2001

Corinthians pressiona a 'parceira' Globo, por nome da arena

Andrés Sanchez e a cúpula da bilionária empresa pressionam a Globo. Exigem que a emissora chame o estádio corintiano de Neo Química Arena


Assessoria

Publicada em: 02/09/2020 15:49:09 - Atualizado

Corinthians e a Hypera Pharma usarão todas as armas para que o novo nome do estádio corintiano se torne difundido. E que a Neo Química Arena tome o lugar do apelido Itaquerão, difundido desde a Copa do Mundo.

Para isso, se juntam a força do dinheiro da empresa bilionária e a representatividade corintiana.

O primeiro, e principal alvo, nesta primeira etapa do batismo tardio é a dona do monopólio do futebol na tevê aberta.

A Globo.

"Todo mundo tem que entender e falar o nome, estamos conversando com a TV Globo. Em breve teremos novidades", disse Andrés Sanchez, ontem na coletiva de apresentação do novo nome da arena.

Para justificar os R$ 300 milhões que a Hypera Pharma já garantiu ao clube, até 2040, o presidente corintiano não medirá esforços para pressionar a Globo. A velha lealdade entre os dois, capaz de acabar com o Clube dos 13, será colocada em jogo. 

O Corinthians foi um dos 16 clubes a apoiar publicamente a Medida Provisória 984, que possibilita a equipe mandante transmitir seu jogo no Brasileiro, desde que não tenha contrato com nenhuma emissora. Mesmo que o adversário tenha.

O apoio significa incentivo a políticos em Brasília. Deputados e senadores que fazem parte da Bancada da Bola. A mudança de posição do Corinthians em relação à MP seria significativa e teria peso nas votações na Câmara e no Senado, que podem ou não transformar em definitivo o que hoje é provisório.

Andrés já deixou claro que o Corinthians não ficará passivo como o Palmeiras, em relação ao Allianz Parque, que a Globo substitui por Arena Palmeiras. E para isso conta com a força econômica da Hypera Pharma.

A demonstração da pressão já foi dada ontem. Como a primeira propaganda do Jornal Nacional, principal noticiário da emissora carioca. Os 30 segundos para apresentar a Neo Química Arena podem ter custado R$ 840 mil. Se foi cobrado pela Globo, a 'tabela cheia'. Se houve desconto, a propaganda não custou menos de R$ 700 mil para ser exibida.

Andrés é pragmático.

Quer que a empresa use o fato de ser uma das patrocinadoras do futebol na emissora. E pagar R$ 320 milhões pela temporada 2020. Principalmente porque deve seguir com o acordo em 2021.


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