RONDONOTICIAS quinta-feira, 22 de outubro de 2020 - Criado em 11/10/2001

Identificado primeiro caso de reinfeção nos EUA, em homem de 25 anos

Caso foi identificado num estudo feito pela Universidade do Nevada, que indica que a segunda infeção foi bastante mais grave do que a primeira.


Notícias ao Minuto

Publicada em: 29/08/2020 09:45:44 - Atualizado


Um homem de 25 anos residente em Reno, no estado norte-americano do Nevada, pode ser o primeiro caso de reinfeção por Covid-19 nos Estados Unidos, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira pela Universidade do Nevada, mas que ainda não foi revisto.

 De acordo co o New York Times, trata-se de um homem que obteve o primeiro diagnóstico positivo para a doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2 em meados de abril e, depois de registrado como recuperado, voltou a acusar positivo no final de maio, sendo que desta vez apresentou um caso mais grave da doença.

Akiko Iwasaki, professora na escola de medicina da Universidade de Yale, deu algumas explicações sobre o caso através da sua conta de Twitter, detalhando que, durante a primeira infecção, "o paciente recuperou depois de cerca de um mês em isolamento", obtendo dois resultados negativos seguidos. "O paciente esteve bem até o final de maio, ficou doente e obteve resultado positivo pela segunda vez. Desta vez precisou de hospitalização e ventilação", disse.

Na segunda-feira os pesquisadores da Universidade de Hong Kong anunciaram o primeiro caso oficial de reinfecção pelo novo coronavírus no mundo, num homem de 33 anos de idade, acrescentando que as sequências genéticas das estirpes do vírus contraídas pelo homem em abril e em agosto eram "claramente diferentes". O mesmo acontece com este paciente dos Estados Unidos, segundo indicou a especialista, colocando de lado a hipótese de o agente infeccioso nunca ter desaparecido totalmente do organismo.

"Este caso demonstra a necessidade de mais investigação à miríade de efeitos de uma reinfecção por Covid-19. Dado que mais e mais casos de reinfecção vão ser reportados, deveremos conseguir uma melhor percepção do quão bem o sistema imunitário protege contra a doença depois de uma infecção natural", concluiu a docente.


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