RONDONOTICIAS sexta-feira, 16 de novembro de 2018 - Criado em 11/10/2001

Temperatura é alta nos bastidores da transição de Governo do Estado de Rondônia


02/11/2018 12:59:24 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Depois da blindagem feita e aceita o governador eleito, Marcos Rocha-PSL, deixou a toca e foi autorizado a falar. Disse que não vai aceitar pressão, troca de favores de ninguém, muito menos indicações políticas. Sem citar a turma de Confúcio, Rocha falou: “Acabou a fase da troca de favores. Meu Governo será composto por gente competente, especializada e ninguém será escolhido por indicação política, seja de que partido for”.

O assunto  da composição do novo secretariado, vem sendo tratado na calada da noite pelo governador, apenas com as presenças do deputado eleito Wyeder Brasil-PSL e antigos assessores do Sistema Penitenciário e o PSL não tem quadros.

Jaime Bagatolli - que bancou financeiramente a campanha de Rocha e obteve 212.077 e quase foi eleito senador, anda preterido e bravo com o futuro dirigente de Rondônia. Bagatolli esperava ser chamado para compor a equipe de transição e depois das "pazes", em Vilhena,  sequer é convidado a entrar.

Na mesma zanga com o governador eleito, está o deputado federal eleito Chrisóstomo Moura. Ele vinha dizendo ser o "homem" de Bolsonaro e afirmou em entrevistas recentes  que foi o único convidado pelo presidente eleito para ser seu porta-voz em Rondônia. 

Nem mesmo com este cacife, Marcos Rocha está convencido da proximidade e do poder de Chrisóstomo com Bolsonaro e, portanto, a corda está puxada para ele na concessão de fatias de poder no futuro governo. Sobre o vice Jodan, dizem assessores "não fede, nem cheira", nada se sabe, ele continua no ostracismo.

Para completar, até mesmo as esposas do alto escalão do PSL andaram se desentendendo entre elas e a situação está insustentável nos bastidores da transição. Antigos e abnegados peselistas reclamam que também vêm sendo preteridos pelo novo governador.

Por outro lado, segundo conversa de bastidores, a turma de Confúcio pressiona bastante por cargos (uma espécie de manda a conta) pelo suposto apoio financeiro que teria dado à campanha, mas Rocha desmente e, ao menos por enquanto, não quer conversa com Moura. 

Com o caldeirão fervendo e assessores do MDB contrariados, não falta quem  sugira a Confúcio para abrir o jogo, antes que seja tarde. 







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