RONDONOTICIAS quarta-feira, 20 de novembro de 2019 - Criado em 11/10/2001

“Não vejo muitas ações do Governo”, afirma presidente do MDB, Tomás Correia

No programa, entrevistado também avaliou administração Hildon Chaves e falou sobre outros assuntos de interesse de todos


Jaqueline Alencar / Rondonoticias

08/11/2019 07:56:56 - Atualizado

PORTO VELHO RO - O Programa a Voz do Povo, apresentado pelo jornalista e advogado Arimar de Souza Sá ao vivo de segunda-feira à sexta-feira do meio-dia às 13 horas na capital em 103,1 e pela Antena FM em Rede Estadual, recebeu nessa quinta-feira (22), o presidente do MDB, advogado Tomás Correia.

Na entrevista, o presidente contou um pouco sobre a história do partido, citando a presença permanente do MDB no estado desde a década de 70 citando como exemplo, os três mandatos do ex-governador Jerônimo Santana, que também foi prefeito de Porto Velho e passou sua gestão à Tomas Correia para se candidatar ao Governo.

“Dos oito governadores que tivemos, quatro foram do MDB. Então o partido tem uma história louvável com Rondônia”, ressaltou.

Entre as marcas deixadas pelo partido para o estado, o presidente citou também a luta pela redemocratização nas Eleições Diretas. Para a capital do estado em específico, mencionou a abertura de loteamentos populares que marcaram o desenvolvimento do município, a redução de déficit habitacional e outras conquistas relevantes.

Outras bandeiras em nível nacional levantadas pelo partido como a promulgação da Constituinte e a Reforma Agrária também foram destacadas pelo entrevistado.

Hoje, com prefeitos e vereadores em vários municípios, um senador e um deputado federal e três deputados estaduais, o presidente do partido considera que o MDB ainda tem uma participação relevante no estado.

“O PMDB foi aliado dos governos FHC, Lula, Dilma e Michel Temer. Agora no Governo Bolsonaro, os líderes da Câmara e do Senado também são do hoje MDB, e um ministro do atual Governo também é do partido. Mesmo assim, creio que o MDB precisa ter sua identidade, estamos nos transformando em um partido de adesões aos Governos, carreirista e esse não é o partido que acreditamos que não deva persistir”, ponderou.

Cenário estadual

Em nível estadual, Tomás Correia salientou que os parlamentares que representam a sigla na Assembleia Legislativa têm votado em conformidade com o que é a favor da população e não posições do estado. Em muitos casos, coincidem, pontuou, mas os critérios seguem às necessidades do povo “sem acordos ou conchavos”.

Ao avaliar a gestão do atual governador coronel Marcos Rocha (PSL), o presidente do MDB disse que até o momento, percebe que falta o Governo se acertar, ou seja, “não vejo muitas ações do Governo no sentido de dar a volta por cima. Está paralisado”.   

Sobre a administração Hildon Chaves (PSBD), analisou que, apesar de estar ha mais tempo no poder, ainda está enfrentando muitas dificuldades. “A experiência política administrativa conta muito nessas horas. Mas espero que tanto ele, como o governador que também está encontrando dificuldades, possam encontrar uma saída”.

Corrupção

Ao falar sobre corrupção, Tomas Correia lembrou que a política nasceu pelo bem comum de administrar as cidades, e portanto, é uma coisa boa. A corrupção, observou, não é uma exclusividade só dos políticos, e existe em todas as áreas, inclusive nas ações das pessoas “e só será combatida a partir das estruturas educacionais a serem melhoradas”.

Ao responder o questionamento de um ouvinte que ironizou o discurso do presidente do partido comentando “MDB falando em combate a corrupção”, o presidente disse que os membros do partido que tem seus problemas judiciais devem responder pelos crimes que forem provados e ele em particular, nunca teve nenhuma vinculação com a corrupção.

No programa, o entrevistado também respondeu a outras perguntas e falou sobre a prisão em segunda instância, que na opinião dele, fere a presunção da inocência; sobre a situação do ex-senador do partido Valdir Raupp que responde a processo na Justiça; e outros assuntos de interesse de todos.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

Entrevista Tomás Correia


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