14/10/2016 11:34:29 - Atualizado em 14/10/2016 17:14:54

Professor rondoniense é um dos inventores da Urna eletrônica, diz Jornal do Amazonas

Manaus – O Amazonas fez parte do processo de criação e aperfeiçoamento da urna eletrônica, equipamento que possibilitou a automatização de 100% das eleições no Brasil, o que está completando 20 anos em 2016.

A colaboração foi de engenheiros professores da então Universidade de Tecnologia da Amazônia – Utam (atual Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas EST/UEA), em 1982, segundo o EST/UEA Angilberto Muniz e da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), mais tarde, no aperfeiçoamento do sistema.

Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a história da urna eletrônica, ela só foi desenvolvida em 1995 e utilizada pela primeira vez nas eleições municipais do ano seguinte. Mas, o projeto de desenvolvimento da máquina se iniciou quase 13 anos antes, com participação de grupos de engenheiros do Amazonas.

O professor Angilberto Muniz, que é filho de Rondônia, explica que foi apresentado ao governo federal um protótipo do que era ainda chamada de uma máquina de votar eletrônica. “Na verdade, em 1982, eu e um pequeno grupo de engenheiros professores da então Universidade de Tecnologia da Amazônia (Utam), atual Escola Superior de Tecnologia da UEA, apresentamos ao ministro da Justiça um protótipo conceitual de uma urna eletrônica que foi muito bem recebida”, informou Muniz.

Devido à boa aceitação do projeto, o grupo de engenheiros recebeu bolsas de estudo de mestrado. A ideia do grupo fez parte do início do processo de criação da urna eletrônica. “O projeto nos rendeu 15 segundos de fama e bolsas de estudo para mestrado”, explicou Muniz. O engenheiro ainda foi convidado para realizar consultorias no processo de implementação da urna eletrônica em 1996.

“Em 1996, quando da estreia das eleições eletrônicas, fui convidado a participar do processo como consultor. Passei alguns dias em Brasília e trabalhei nos bastidores no TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) durante o processo. As dificuldades eram muitas na época. As comunicações eram precárias, a logística complexa, mas no final, tudo deu certo”, resumiu o professor Angilberto Muniz.

Segundo informações do TSE, para a elaboração do projeto da urna eletrônica, em 1995, foi formada uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos, que definiu uma especificação de requisitos funcionais.

O primeiro nome da urna eletrônica foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). A máquina teve como objetivo identificar as alternativas para a automação do processo de votação e definição das medidas necessárias a sua implementação, a partir das eleições de 1996, em mais de 50 municípios brasileiros.

O equipamento, responsável pela automatização de 100% das eleições, foi então lançado no Brasil em 1996 e hoje serve de modelo para diversos outros países, que vêm testando a capacidade da máquina para implantação em seus processos eleitorais.

Além da participação de engenheiros amazonenses da antiga Utam, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica também afirma ter colaborado com o aperfeiçoamento da máquina, segundo informações do coordenador do Centro Geral de Desenvolvimento Tecnológico (CGDT/Fucapi), Rogério Pereira.

“Participamos do projeto nas eleições de 1998 e de 2000, prestando serviço para a empresa Procomp Diebold, ganhadora da concorrência para fabricação das urnas, junto ao TSE. Na primeira ocasião, coube à Fucapi a parte de desenvolvimento do manual da urna e treinamento de técnicos dos Tribunais Regionais de todo o Brasil. Eu pessoalmente fui um dos que ministraram esse treinamento em Brasília”, relembrou o coordenador em divulgação da Fucapi.


comentar

comments powered by Disqus

Ultimas Notícias