RONDONOTICIAS terça-feira, 17 de setembro de 2019 - Criado em 11/10/2001

Mulheres fumantes têm 30% mais chances de se tornarem inférteis

Pesquisa indica que o consumo de tabaco influi negativamente na reprodução feminina


Ascom

29/08/2019 09:15:34 - Atualizado

BRASIL - Não é novidade que o cigarro prejudica a saúde de quem fuma e de quem está ao redor, o chamado fumante passivo. Porém, quando se trata das mulheres, as consequências são ainda mais graves. Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), revelou que mulheres que fumam e não fazem uso de métodos contraceptivos hormonais apresentam uma redução de 75% para 57% na taxa de fertilidade, duas vezes mais possibilidade de atrasos durante o processo de concepção e 30% mais chances de serem totalmente inférteis.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista e infertileuta da Criogênesis, o cigarro reduz a capacidade ovulatória da mulher. “A fumaça do cigarro é uma mistura de inúmeros produtos químicos, dos quais mais de 60 são conhecidos ou suspeitos de atuarem como agentes cancerígenos ou tóxicos para a reprodução. Dessa forma, o tabagismo é um perigo à fertilidade, pois associa-se ao envelhecimento prematuro do sistema reprodutivo, o que interfere no desenvolvimento embrionário e, consequentemente, reduz a taxa de gravidez”.

Para as mulheres que têm o sonho da maternidade, o especialista recomenda o início de uma terapia orientada por um médico, além da mudança de estilo de vida, adoção de hábitos alimentares saudáveis, prática de exercícios físicos e, acima de tudo, abandono do vício. “É aconselhável deixar o fumo seis meses antes de engravidar, mas o ideal seria um ano. Não adianta voltar a fumar logo depois que o bebê nasce, pois a exposição da criança aos malefícios do cigarro, principalmente durante o período de amamentação e nos primeiros meses de vida, podem causar danos para a saúde do bebê. Caso o parceiro também fume, é muito importante que este processo seja realizado a dois. Diversos estudos demonstram que há mais recaídas, sobretudo após o nascimento da criança, no caso das mães cujos cônjuges continuam a fumar”, finaliza.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis, que nasceu em São Paulo e possui mais de 15 anos de experiência com células-tronco, é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.www.criogenesis.com.br  


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