RONDONOTICIAS segunda-feira, 21 de outubro de 2019 - Criado em 11/10/2001

Desenvolvimento da EpR cria o “Ponto Digital Online”


Secom

17/06/2019 14:35:34 - Atualizado

O registro de ponto por biometria trouxe particularidades como a necessidade da aquisição de máquinas que realizassem a leitura das digitais, além da aquisição de programas para a codificação destes dados. Foi aí que a Superintendência do Estado para Resultados (EpR), junto com o servidor do Núcleo de Administração de Freqüência e Adicionais do Servidor (Nafas), Gustavo Campos, deram início ao “Ponto Digital Online” um novo sistema para que chegassem aos quatro cantos do Estado sem a compra de equipamentos.

Um dos maiores problemas causados pelo atual método de registro de frequência é o bloqueio dos pagamentos de salários. Com o “Ponto Digital Online” não haverá a necessidade da compra de equipamentos para realizar a leitura de biometrias, acaba com atraso nos envios de dados das frequências e não será mais necessário contratar sistemas para a codificação.

Com o novo sistema, o governo  economizará com a impressão de milhares de folhas de papel para a assinatura, além de tonners e impressoras, terá mais agilidade quanto às informações para processos, uma vez que todas as frequências estarão arquivadas de forma online e saberá a localização exata dos seus servidores assim como o banco de horas para poder fazer uso caso existam horas extras. Assim acabando com o bloqueio de pagamentos dos servidores.

A criação de um sistema de registro de frequência por biometria foi iniciada no final do ano de 2017, ficando restrita a poucas secretarias encontradas no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho. Com o início da gestão do governador Coronel Marcos Rocha, o setor da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), responsável pelo gerenciamento das frequências de todo o Estado, assumiu a responsabilidade de abranger a todos os servidores.

A EpR desenvolveu o Sistema Integrado de Frequência (SIF), o sistema vinha atendendo as necessidades do Palácio Rio Madeira, porém esse número representava menos de 10% dos servidores do Estado. Com a criação dos registros de ponto via login, o governo atende quase 50 mil servidores. O “Ponto Digital Online” alcançará os mais distantes servidores. Dentro do sistema possui um acesso para “auditoria”, que funcionará vinculando a batida de ponto ao IP da máquina que o efetuou. Desta forma poderá ser feito levantamento de data, horário, local que o servidor registou seu ponto, além da homologação do chefe imediato, que atestará a veracidade das informações.

“O sistema é simples e não vai ter dificuldades no uso. O sistema foi desenvolvido para interligar o gerenciamento das frequências sob responsabilidade do chefe do setor e RH. Outro ponto, que fez dar prioridade para implantação desse sistema, é a economia que vai trazer quanto à redução de papel e agilidade nas informações”, pondera coronel Delner Freire, superintendente da EpR,

Já para o superintendente da Segep, Coronel Julio Figueiroa “a ideia do sistema é para auxiliar o servidor que faz hora extra, dando uma ferramenta que justifique na comprovação para quando um chefe solicitar essas horas. Com o registro no sistema é mais fácil validar”. Segundo o Figueiroa, a Segep está marcando uma ida da equipe técnica aos municípios para realizar orientações aos chefes de setor, para que os servidores utilizem o sistema.

Se faltar energia no horário de serviço e o servidor não puder bater o ponto no sistema, no outro dia ou em algum determinado momento será possível corrigir. Para Hudyson Barbosa, diretor Executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação (Detic), “nesse sistema é possível verificar o IP da máquina e de onde foi batido o ponto”.

Gustavo com as folhas de frequência em papel físico

FREQUÊNCIAS 

Através do sistema, o próprio servidor vai logar e bater seu ponto, registrando sua entrada e sua saída. Se houver consistência nessa forma digital, o gestor do setor poderá corrigir naquele momento verificado. Segundo Maico Moreira, gerente de desenvolvimento da EpR “foi realizado um mecanismo para essa correção ser momentânea e facilitar o processo de frequência”.

A frequência não é um documento feito apenas uma vez, relata Gustavo Campos do Nafas, “ela tem que ser feita todo mês e ser entregue sempre em uma data certa. O servidor precisa da frequência para tudo”.

Com o sistema, o servidor verifica seus dias de férias e as justificativas em caso de faltas são realizadas da mesma forma que está vigente hoje. Os recursos para abono de falta devem ser encaminhados para o RH. Assim como a transferência de um servidor. “O servidor não será mandado para um setor pelo sistema, ele será puxado pelo setor de transferência”, fala Gustavo Campos.


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