RONDONOTICIAS segunda-feira, 10 de dezembro de 2018 - Criado em 11/10/2001

O uniforme do vice-governador, o novo emprego de Daniel Pereira e o rabinho entre as pernas


Por Jocenir Santanna

12/11/2018 15:57:48 - Atualizado


Alguém, por favor, avise o vice-governador eleito, Zé Jodan, que a campanha já acabou e ele pode tirar o uniforme que utilizou durante todo, contendo a sigla do seu partido, e o seu nome. É verdade que até hoje ninguém sabe quem ele é, mas agora, não precisa mais se apresentar. Precisa é mostrar trabalho quando assumir, para que seu nome apareça através de suas ações, assim como fez o ex-vice-governador Daniel Pereira (PSB). Jodan já avisou que não será um vice decorativo, mas todos sabemos que isso não depende dele. Temos um exemplo na capital, onde o vice-prefeito Edgar do Boi (DC) trocou os pés pelas mãos enquanto assumiu o comando da prefeitura durante as férias do titular. Quando Hildon Chaves (PSDB) voltou, lhe puxou a orelha publicamente, lhe meteu o pé na bunda e hoje o homem do boi dá despesa para o município.

Todos os gostos

A primeira escalação feita pelo governador eleito para a equipe de transição tem gente de todo tipo, para todos os gostos e de todas as ideologias possíveis. Como era de se esperar, tem profissionais ligados ao ex-governador Confúcio (MDB), gente que já trabalhou para o Raupp (MDB), mas também tem gente que já ladeou Expedito Junior (PSDB) e Ivo Cassol (PP). E não poderia se diferente. Novato na política, é natural que tenha em sua equipe alguns nomes mais tarimbados, principalmente nesta época de transição. Na formação da equipe de governo, a partir de janeiro próximo, porém, Marcos Rocha precisa ficar de olho, pois o que não vai faltar será indicação deste ou daquele.

Despedida

Deputados estaduais que não conseguiram a reeleição no pleito de outubro passado já dão sinais de despedida. Mesmo com o orçamento para ser votado e alguns projetos em tramitação, já tem edil faltando nas reuniões das comissões e nas plenárias. A maioria dos assessores já foi dispensada e o atendimento ao público, que já era pouco, foi reduzido. Conversas de bastidores dão conta de que estão economizando as verbas de gabinete para garantir a qualidade de vida até desapegarem de vez do mandato e da vida boa.

Cara-Crachá

Enquanto uns se despedem melancolicamente da Assembleia, tem um que está todo alvoroçado para um vôo maior. Trata-se do deputado federal eleito, Leo Moraes, que nas redes sociais já aparece com um crachá de deputado eleito, onde agradece novamente o apoio e insere o clichê tradicional, pedindo o apoio do povo para a condução do seu mandato. Espero que ao assumir, não mude de ideia. Se bem que na Assembleia, Leo é um dos deputados mais acessíveis.

Câmara da capital

Dos 21 vereadores de Porto Velho, 14 foram candidatos nas eleições passadas. De deputado estadual a senador, tinha candidato pra tudo. Porém, parece que o trabalho dos digníssimos não está contentando a população. Dos 14, apenas dois conseguiram se eleger. Os demais, voltaram para a câmara, com o rabinho entre as pernas, igual cachorro que caiu de mudança. E agora querem mostrar trabalho. Já viram que a popularidade deles não está lá essas coisas e que precisam pedalar pra reconquistar o voto em 2020. Pelo andar da carruagem, terão que trabalhar muito, mesmo, pois pense numa Câmara de Vereadores fajuta. Vereadores (nem todos) sem o mínimo de compromisso com o povo. Os da situação são muito ruins, mas os da oposição conseguem ser piores ainda.

Secretário Extraordinário

Informações de bastidores dão conta de que o governador Daniel Pereira, que deixa o cargo no próximo dia 31 de dezembro já tem garantida a sua vaga na composição do novo governo. Corre pela Assembleia Legislativa a informação de que Pereira, depois de umas merecidas férias, deve assumir como secretário extraordinário do governo do estado, em Brasília, onde ficará responsável pela articulação nacional, bem como com os países vizinhos, já que durante a vice-governança, vendeu bem o estado de Rondônia para outros países.

Reduziu a representação

Desde antes do pleito este colunista afirmava que Ariquemes corria o risco de perder a representação política no estado, além de ficar sem representação no Congresso Nacional por mais quatro anos. Dito e feito. O número de candidatos que se lançou à disputa deixava claro isso. Tinha quatro deputados estaduais, ficou com dois. Não elegeu nenhum deputado federal e agora terá que correr com o pires na mão para tentar um recurso a mais. Povo coloca a política pessoal acima da representatividade da população. Eram mais de 15 candidatos a deputado estadual, que dividiram o pouco mais de 80 mil votos, além daqueles candidatos de fora que receberam uma boa votação. Perde Ariquemes e toda a região do Vale do Jamari.


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