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​A promessa da ponte Brasil/Bolívia completa um ano - por Marcelo Freire

Em alguns dias a população de Gujará começará a receber candidatos com as promessas que não foram cumpridas.


A promessa do projeto de construção da ponte Brasil Bolívia no município de Guajará-Mirim, na fronteira de Rondônia com o país boliviano, completou este mês um ano. Inicialmente, o projeto estava inserido no Orçamento Geral da União 2017. Um ano se passou e o projeto nem saiu do papel.

Naquela ocasião, foi discutida também a estratégia da Bolívia de saída para o mar, com a utilização da hidrovia do Madeira e toda estrutura do Porto Organizado de Porto Velho.

O município de Guajará chegou a receber a visita do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Cassimiro, que garantiu ao Diário como prioridade a dragagem do rio Madeira, no trecho entre Porto Velho e o município de Humaitá, no Amazonas.

A dragagem do rio Madeira e a construção dos elevados são as únicas obras em andamento em Porto Velho.

A ponte Binacional é uma obra importante e que faz parte do corredor logístico da BR-364 e agora da BR-429, que liga a capital rondoniense à fronteira com a Bolívia e por onde passará toda a produção agrícola.

Alguns produtos da Bolívia já começam a escoar pela hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho.

O que se percebe em Guajará-Mirim é uma cidade enfrentando vários problemas com a falta de emprego e o comércio vivenciando uma crise com exportações de produtos para o mercado boliviano.

Desde 2013 que a construção da ponte é debatida em Rondônia e Bolívia. Um terceiro Seminário do Consórcio Binacional para Integração e Desenvolvimento Sustentável entre Brasil e Bolívia foi realizado na Bolívia, mas até o momento nada avançou.

Guajará-Mirim, além de dificuldades no setor de saúde, enfrenta problemas na Área de Livre Comércio, considerada na década de 80 responsável pelo avanço da economia na região, principalmente na rede hoteleira.

Como o Brasil entra em clima de eleição, dentro de alguns dias, a população começará a receber candidatos com promessas que não foram cumpridas nos últimos oito anos. Será um boa oportunidade para a população cobrar o que não foi cumprindo.


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