31/10/2017 14:47:00 - Atualizado em 31/10/2017 14:47:00

Memorial Rondon reabre com acervo e homenagem a cientista pioneira

PORTO VELHO,RONDÔNIA- A reinauguração do Memorial Rondon, em Santo Antônio, local que já foi sede administrativa do município, consolida a obra como um dos pontos mais importantes da história de Rondônia. As instalações foram reformadas, ganharam novo acervo e foram entregues durante solenidade, na tarde de segunda-feira (30), com a presença de intelectuais, historiadores e convidados.

O memorial já existe há dois anos. Por lá já passaram 18 mil visitantes, muitos deles estrangeiros. Com a reforma, o local ganhou um minicinema, sinalização e melhorias em toda a estrutura, além do acervo composto por 400 peças. No pátio foi instalada uma obra representando o busto da cientista Henriette Mathilde Maria Elizabeth Emilie Snethlage, cientista, pioneira na catalogação de espécies e subespécies na Amazônia. Um selo personalizado relativo à reinauguração foi lançado pelos Correios.

As obras realizadas no memorial receberam elogios dos convidados da solenidade. O governador Confúcio Moura disse que a ideia é oferecer à população um local que ofereça conhecimento, valorização à memória local e possa ser apresentada com orgulho aos visitantes.

“As escolas podem trazer seus alunos para que conhecer mais sobre Rondon”, sugeriu o governador, que também elogiou pessoas que fazem “fantástico trabalho de conservação da memória”, como a servidora Maria de Nazaré Silva, do Museu de Gente de Rondônia.

As obras realizadas no memorial receberam elogios dos convidados da solenidade. O governador Confúcio Moura disse que a ideia é oferecer à população um local que ofereça conhecimento, valorização à memória local e possa ser apresentada com orgulho aos visitantes.

“As escolas podem trazer seus alunos para que conhecer mais sobre Rondon”, sugeriu o governador, que também elogiou pessoas que fazem “fantástico trabalho de conservação da memória”, como a servidora Maria de Nazaré Silva, do Museu de Gente de Rondônia.

Confúcio também revelou que quer deixar pronto, quando encerrar sua administração, o Museu da História de Rondônia, que funcionará no Palácio Getúlio Vargas. “Será uma obra importante para a nossa cultura. Os recursos estão garantidos e a licitação está em andamento”, disse.

O superintendente de Turismo Júlio Olivar é o responsável pela gestão do Memorial Rondon. Ele acompanhou as obras iniciais, que foram realizadas como compensação ambiental da Santo Antônio Energia. Ele liderou a busca por recursos para as reformas e aquisição do acervo histórico. “As emendas parlamentares foram fundamentais”, disse ele ao deputado estadual Léo Moraes, que representou a Assembleia Legislativa.

O vice-governador Daniel Pereira considerou o memorial como um lugar para prestar as reverência devida Rondon pelos feitos em favor do país e da região, além de servir como ambiente propício para a busca do conhecimento.

PIONEIRA

Também teceram comentários sobre a importância da obra para a história de Rondônia o superintendente de operações da Santo Antônio Energia, Dimas Maintinguer; o superintendente regional dos Correios, José Carlos Fosqueira.

Em todos os pronunciamentos a menção à cientista Henriette Mathilde Maria Elizabeth Emilie Snethlage, que entrou para a história apenas como Emilie, pioneira nas pesquisas sobre a fauna amazônica e primeira mulher a ter assento numa cadeira da Academia Brasileira de Ciências. Ela também trabalhou no Museu Nacional, de onde saiu numa missão para realizar novos estudos no rio Madeira. “É minha última viagem”, disse ela na ocasião.

Vítima de insuficiência cardíaca fatal em 1929, em pleno trabalho, Emilie foi enterrada em Porto Velho, onde ainda estão seus restos mortais. Por sua importância para Rondônia, ela ganhou um busto que está instalado na entrada da oca no Memorial Rondon.

fonte: Rondonoticias

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