RONDONOTICIAS terça-feira, 21 de maio de 2019 - Criado em 11/10/2001

PF caça 23 acusados de extração ilegal de madeira; ex-superintendente do Ibama está preso

Além dos mandados de prisão preventiva, foram expedidos 6 de prisão temporária, e 109 mandados de busca e apreensão, que serão cumpridos em RO, RR, AM, AC, PR, MT, MG, SP e DF


Rondonoticias

25/04/2019 09:44:32 - Atualizado

RONDÔNIA - A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Arquimedes com objetivo de desarticular esquema de corrupção responsável por extração ilegal de madeira na floresta amazônica. Até o momento, o ex-superintendente do Ibama José Leland foi preso. Ele era alvo de um mandado de busca e apreensão e acabou preso em flagrante por ter uma arma de fogo sem autorização.

                                                  Foto: ex-superintendente do Ibama José Leland foi preso em flagrante

Segundo a PF, foram expedidos 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária, 109 mandados de busca e apreensão cumpridos no Amazonas, Acre, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Rondônia, Roraima, São Paulo e Distrito Federal. Além disso, foram autorizados bloqueios de R$ 50 milhões nos CNPJs das empresas investigadas e outras 18 medidas cautelares.

A Operação investiga a corrupção entre servidores de um órgão ambiental estadual, engenheiros florestais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras.

A PF atua em duas principais frentes de investigação criminal por meio de dois inquéritos policiais: a primeira, sobre a extração, exploração e comércio ilegais de madeira, e a segunda, sobre a corrupção entre servidores de órgão ambiental estadual, engenheiros ambientais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras.

Em dezembro de 2017 mais de 400 contêineres no Porto de Manaus, com aproximadamente 8 mil m³ de madeira em tora com documentação irregular foram apreendidos.

Os investigados responderão, dentro das suas condutas, pelos crimes de falsidade ideológica no sistema DOF, falsidade documental nos processos de concessão e fiscalização de PMFS (Plano de Manejo Florestal Sustentável), extração e comércio ilegal de madeira, lavagem de bens, direitos e valores, corrupção ativa e passiva e de constituição de organização criminosa.

Com informações G1 e Portal AM


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