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    porto velho, terça-feira 23 de julho de 2024

Dinheiro público pelo ralo


Por Valdemir Caldas

13/06/2024 08:56:16 - Atualizado

Gastar dinheiro é bom. Quem não gostaria de ter dinheiro para gastar à vontade? Gastar dinheiro público, melhor ainda. Esse parece ser o mote de muitos administradores públicos e políticos brasileiros. Aliás, quando o assunto é gastar dinheiro público, sem dó nem piedade, tem político rondoniense ocupando lugar de destaque. É o caso, por exemplo, de um deputado federal que conseguiu a façanha de incinerar quase duzentos e cinquenta mil reais da chamada cota parlamentar em cinco meses de mandato. É um absurdo o que essa gente gasta de dinheiro público e, o que é pior, sem nenhum pejo. São exorbitantes os valores que aparecem nos portais da transparência, exceto nas páginas de alguns jornais e sites de notícias.

Agora, mesmo, chega a informação de que a Câmara de Vereadores de Porto Velho teria gastado R$ 941 mil na reforma do plenário da Casa, que é do tamanho de um ovo, segundo relato de um servidor, que pediu para não ser identificado, por motivos óbvios. E muita gente aplaude, ao invés de procurar saber se realmente a reforma era necessária, ou, então, como e onde o dinheiro foi aplicado. Parece que a maioria da população perdeu por completo a capacidade de indignação diante de tantos arreganhos, pois não reage, não protesta, fecha-se em casulo, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Evidente que não é.

E o que dizer de um vereador que passou praticamente a legislatura inteira sem produzir nada de importante em proveito da população de Porto Velho, mas recebe, mensalmente, além do subsidio e de uma penca de mordomias, quarenta e nove mil reais para pagar assessores parlamentares volantes. São quinze em cada gabinete. Muitos servidores da Câmara de Vereadores de Porto Velho, que se aposentaram em 2017, até hoje, não receberam seus direitos. Alguns morreram sem ver a cor do dinheiro. Mas isso pouca gente sabe. E os que deveriam fazer alguma coisa para resolver o problema, simplesmente, não o fazem, enquanto o dinheiro público vai escorrendo pelo ralo.


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