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    porto velho, segunda-feira 5 de outubro de 2026

Sem celular, Lula vive “mundo paralelo” e preocupa equipe e políticos: “Fora da realidade”

O resultado das urnas acabou colocando em evidência a distância entre a expectativa cultivada no entorno presidencial e o cenário eleitoral efetivamente registrado.


uol

Publicada em: 05/10/2026 17:22:48 - Atualizado


A avaliação de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia vencer a eleição presidencial ainda no primeiro turno teria sido levada pelo próprio presidente até os últimos momentos da campanha. Segundo relatos de pessoas próximas ao núcleo político, Lula acreditava nessa possibilidade, embora a vitória na primeira etapa fosse considerada difícil por integrantes da própria classe política.

De acordo com esses relatos, a confiança de Lula contrastava com a avaliação de diversos políticos e aliados, que não trabalhavam com a possibilidade de uma vitória no primeiro turno. O resultado das urnas acabou colocando em evidência a distância entre a expectativa cultivada no entorno presidencial e o cenário eleitoral efetivamente registrado.

Outro fator apontado nos bastidores é o isolamento do presidente em relação ao fluxo de informações. Sem utilizar diretamente o celular e distante das redes sociais, Lula dependeria cada vez mais de um grupo restrito para receber informações sobre o ambiente político e a reação do eleitorado.

Nesse círculo mais próximo, segundo relatos, estariam principalmente a primeira-dama Janja da Silva e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. A percepção entre alguns integrantes da política é de que essa filtragem poderia limitar o contato do presidente com avaliações mais críticas sobre a campanha.

É nesse contexto que teria surgido, entre interlocutores, a expressão de que Lula estaria “fora da realidade” em relação ao ambiente eleitoral. A avaliação, entretanto, é atribuída a pessoas do meio político e não representa uma conclusão independente sobre o presidente.

O resultado do primeiro turno obrigou a campanha petista a rever expectativas e estratégias. A partir de agora, o desafio será aproximar a percepção interna da campanha do comportamento real do eleitorado e evitar que avaliações excessivamente otimistas voltem a influenciar decisões no segundo turno.


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