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porto velho, quarta-feira 7 de outubro de 2026

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem questionado a competência do Poder Executivo de indicar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). À CNN, Edinho disse que o chefe do Executivo ponderou sobre a participação da sociedade na escolha de integrantes da Corte.
"Outro dia num dialogo comigo, ele [Lula] está querendo e vai ouvir outros juristas, evidente, mas é uma ideia que ele tem e ele quer ouvir mais gente para dar uma posição. Ele mesmo disse.
O chefe petista afirmou que a ideia ainda é estudada e que Lula buscará ouvir a opinião de juristas. A lei prevê que a indicação de um ministro do STF é feita pelo presidente da República e é submetida à análise do Senado.
Edinho também afirmou que a atual crise interna no STF foi associada ao governo Lula. Segundo ele, a “sociedade entendeu que a crise do Judiciário é uma crise do governo”.
Desta forma, o presidente da sigla ligou o momento da Suprema Corte ao desempenho de Lula no primeiro turno, que ficou abaixo do apontado nas pesquisas, que indicavam um posicionamento à frente de Flávio Bolsonaro (PL).
"A sociedade interpretou dessa forma, de que, em toda essa crise, o presidente Lula é o maior representante do Estado brasileiro e, portanto, jogou sobre ele uma responsabilidade que não é dele. Nós reconhecemos isso. E se criou um imenso movimento de mudança, e nós também temos consciência disso. Portanto, nós não estamos negando o diagnóstico; nós estamos em cima desse diagnóstico, organizando as nossas ações", completou.
Na sequência de sua fala, o político buscou associar outros casos envolvendo o senador bolsonarista, como possíveis ligações com milicianos, para fazer uma comparação entre os planos do presidente Lula e de seu principal concorrente em relação às reformas no Judiciário.
"Como alguém que tem essa história [Flávio com os escândalos] pode falar em reforma do Poder Judiciário no sentido de fortalecer o Poder Judiciário e de melhorar o Poder Judiciário? Evidente que tem uma imensa contradição", finalizou.