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porto velho, quinta-feira 8 de outubro de 2026

O presidente Lula mandou pelo menos três emissários para sondar a possibilidade de a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra, apoiá-lo durante o segundo turno da campanha.
São eles dois ministros de Estado, Alexandre Silveira (Minas e Energia) e José Mucio (Defesa), e o ex-ministro Rui Costa (Casa Civil).
Raquel Lyra, porém, até agora sinalizou não haver qualquer possibilidade de manifestar apoio ou trabalhar por Lula no segundo turno. O grupo agora trabalha para que Lula converse com ela ao telefone para pedir que, se ela avaliar melhor não declarar apoio a ninguém, trabalhe nos bastidores por ele. Lula, segundo fontes, ainda não se convenceu da necessidade do telefonema.
O principal motivo apontado nos bastidores para que Lyra rejeite apoiar Lula é a avaliação dela e de seu grupo político de que o Palácio do Planalto atuou firmemente na reta final para beneficiar o candidato derrotado pelo PSB, João Campos.
Ao longo da campanha, os petistas garantiram que não interfeririam no processo, mas Lula acabou desembarcando em Pernambuco para uma agenda conjunta com Campos na reta final.
Um ponto em específico, porém, foi considerado a gota d’água: um pedido de direito de resposta da campanha de Campos que entrou no último dia do horário eleitoral, no qual o candidato do PSB atacou Lyra. O entorno de Raquel atribui o movimento ao Palácio do Planalto e, em especial, ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
O movimento sobre Raquel Lyra se insere dentro de uma estratégia central do PT neste segundo turno de focar a campanha na região Nordeste, reduto lulista.