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porto velho, sexta-feira 9 de outubro de 2026

Críticas de integrantes e aliados do campo governista à atuação da primeira-dama Janja da Silva ganharam força após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 7 de outubro, a ex-senadora Kátia Abreu questionou o protagonismo de Janja e recebeu aplausos durante uma manifestação pública.
O episódio expôs divergências dentro do entorno político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um momento de pressão sobre a campanha para o segundo turno. As críticas se concentram na participação da primeira-dama nas decisões e na condução política do presidente.
A insatisfação relatada por aliados envolve a percepção de que Lula estaria menos receptivo a opiniões e ponderações de pessoas próximas. A frase “não ouve ninguém”, associada ao título do assunto, resume essa crítica, mas não deve ser interpretada como uma declaração literal de todos os aliados ou como prova de um rompimento generalizado.
A discussão sobre o espaço ocupado por Janja na política não é recente. Sua presença em agendas públicas, na comunicação da campanha e em decisões relacionadas à imagem presidencial já provocou divergências entre integrantes do campo petista. Agora, o debate ganha maior repercussão diante dos desafios eleitorais e da necessidade de articulação política para a etapa decisiva da disputa.
O alcance desse desgaste, porém, ainda precisa ser dimensionado. Questionamentos públicos e manifestações de descontentamento não significam, necessariamente, que aliados estejam abandonando formalmente Lula ou rompendo com o governo. O cenário indica, sobretudo, a existência de tensões internas que podem afetar a estratégia e a coordenação política da campanha.