• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, quarta-feira 7 de outubro de 2026

Após eleição Câmara Municipal de Porto Velho corta 700 cargos comissionados

Após eleição Câmara Municipal de Porto Velho corta 700 cargos comissionados


Redação

Publicada em: 07/10/2026 10:33:55 - Atualizado

Foto reprodução


A ressaca eleitoral chegou rapidamente à Câmara Municipal de Porto Velho. Encerrada a votação que movimentou boa parte dos vereadores da capital, o Legislativo iniciou uma ampla redução no quadro de servidores comissionados, atingindo aproximadamente 700 pessoas.

O corte ocorre justamente após uma campanha em que diversos parlamentares deixaram os gabinetes em ritmo eleitoral para disputar vagas em outras esferas do poder. Muitos servidores ligados à estrutura da Câmara participaram ativamente desse processo político, o que aumentou a repercussão da medida anunciada logo depois das urnas.

Ao todo, disputaram cargos nas eleições os vereadores Adalton de Bandeirantes, Ellias Regina, Sofia Andrade, Breno Mendes, Dr. Gilber, Marcos Combate, Dr. Santana, Everaldo Fogaça, Fernando Silva, Jeovani Ibiza, Márcio Pacele, Pastor Ivanildo, Pedro Geovar e Zé Paroca. O presidente da Casa, Gedeão Negreiros, também esteve envolvido no processo eleitoral ao apoiar a candidatura da esposa, Gláucia Negreiros. Entre os vereadores candidatos, Sofia Andrade, Dr. Gilber e Fernando Silva conseguiram se eleger.

A principal controvérsia não está necessariamente na prerrogativa administrativa de exonerar ocupantes de cargos de confiança, mas no momento escolhido para a medida e na falta de informação prévia aos servidores atingidos. A dispensa em massa, imediatamente após o pleito, gerou desconforto principalmente entre aqueles que estiveram envolvidos nas campanhas políticas.

A Câmara afirma que a decisão faz parte de uma revisão mais ampla de sua estrutura funcional. Segundo a Mesa Diretora, a Casa precisa reduzir despesas, reorganizar a folha e preparar o orçamento para a incorporação de servidores efetivos aprovados em concurso público.

Outro argumento apresentado pelo Legislativo é a necessidade de adequação às orientações dos órgãos de controle. A Câmara cita determinações e apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia sobre a composição do quadro de pessoal e a proporcionalidade entre servidores efetivos e comissionados.

A administração também sustenta que as projeções de gastos com pessoal para o encerramento de 2026 exigem ajustes preventivos para manter as despesas dentro dos limites legais e orçamentários.

Em nota, a Câmara ressalta que as exonerações possuem caráter exclusivamente administrativo e não representam punição ou avaliação negativa dos servidores dispensados. A direção afirma ainda que as mudanças não deverão comprometer sessões, fiscalização, tramitação de projetos, atendimento à população ou outros serviços essenciais.

Apesar das justificativas oficiais, a dimensão do corte e sua proximidade com o fim da campanha eleitoral colocam a decisão no centro das discussões políticas na capital.


Fale conosco