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    porto velho, segunda-feira 12 de outubro de 2026

Ataque de Fátima a PM de Rondônia geral revolta pode tirar votos de Lula no segundo turno

Antes mesmo da posse na ALE Fátima já enfrenta sua primeira grande crise política, com um embate que começou na segurança pública e alcançou o ambiente eleitoral...


Redação

Publicada em: 12/10/2026 10:49:55 - Atualizado

imagem ia/rondonoticias

PORTO VELHO - RO - A deputada estadual eleita Fátima Cleide (PT) entrou no centro de uma forte controvérsia após declarações críticas desconstruindo a imagem da Polícia Militar de Rondônia. A ex-senadora afirmou que a população teria medo da corporação, questionou abordagens policiais e utilizou a expressão “eliminação do CPF” ao tratar do enfrentamento à criminalidade do estado. 

Durante a manifestação, Fátima também afirmou que jovens estariam “presos ou no cemitério”, relacionando a situação à política de segurança pública. As declarações foram interpretadas por representantes militares como uma generalização contra a PM e provocaram reação imediata. 

Depois de deixar o Senado, Fátima passou longo período afastada do cotidiano político rondoniense, dividindo sua vida entre Brasília e São Paulo. Agora, de volta ao centro da política estadual, suas declarações sobre segurança pública provocaram reação imediata de setores ligados à Polícia Militar e também de parte da população.

A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares de Rondônia (ASOF/RO) divulgou nota de repúdio, argumentando que as afirmações desconsideram a realidade enfrentada pela corporação e o trabalho diário dos policiais. A entidade defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas individualmente, sem responsabilização generalizada da instituição. 

imagem - divulgação - redes sociais

Nas redes sociais, integrantes e apoiadores da corporação também reagiram às declarações. O episódio ganhou dimensão política justamente no intervalo entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, período em que Fátima participa da mobilização em favor do candidato de seu partido.

A controvérsia, portanto, extrapolou o debate sobre segurança pública e passou a produzir repercussões políticas. Até o momento, porém, não há levantamento eleitoral que permita afirmar quantos votos — ou se algum voto — foram efetivamente alterados pelo episódio.

Eleita deputada estadual com 13.868 votos, equivalentes a 1,47% dos votos válidos, Fátima conquistou 6.336 votos somente em Porto Velho. 

O contraste político está colocado: enquanto participa da mobilização presidencial de seu partido, Fátima precisa administrar a reação provocada por suas próprias declarações sobre a Polícia Militar.

O debate sobre eventuais abusos policiais é legítimo, assim como a fiscalização das forças de segurança. O ponto levantado pelas entidades militares é outro: acusações contra a corporação, sustentam seus representantes, precisam estar acompanhadas de dados e responsabilidades individualizadas. Na manifestação que desencadeou a controvérsia, Fátima fez críticas contundentes, mas não apresentou números que sustentassem as generalizações atribuídas à PM. 

Antes mesmo da posse na Assembleia Legislativa, a deputada eleita já enfrenta sua primeira grande crise política, com um embate que começou na segurança pública e alcançou o ambiente eleitoral.


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