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porto velho, segunda-feira 26 de outubro de 2026

PORTO VELHO-RO: Uma comemoração pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou em violência na noite de domingo (25), no Centro de Porto Velho. Um carro ocupado por familiares do vereador Everaldo Fogaça (PSD) foi alvo de disparos de arma de fogo, enquanto outro veículo da mesma família acabou cercado por um grupo de pessoas e teve os vidros quebrados. Uma mulher ficou ferida.
As vítimas são filhos do parlamentar. Segundo relato de Any Diuly Fogaça, ela e o irmão estavam em veículos diferentes, aguardando a abertura de um semáforo, quando ouviram os tiros. No carro do irmão estavam duas crianças, filho e sobrinha da motorista, que se abaixaram imediatamente para se proteger.
Any contou que presenciou o momento dos disparos e viu o irmão avançar o sinal vermelho para escapar da situação. Diante do perigo, os motoristas recuaram pela contramão e pararam nas proximidades de um local onde estava prevista uma concentração de apoiadores do candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Na sequência, uma confusão tomou conta do local. De acordo com o depoimento de Any Diuly, pessoas que ela identificou como militantes bolsonaristas cercaram seu veículo e quebraram os vidros. Assustada, a motorista conseguiu entrar no carro e deixar a região, mas sofreu ferimentos durante o episódio.
A mulher lamentou a violência e relatou o medo provocado pela situação, especialmente pela presença das crianças e pelo fato de a família estar participando de uma manifestação política após o resultado das eleições.
A Polícia Militar de Rondônia registrou duas ocorrências distintas. A primeira foi classificada como disparo de arma de fogo, relacionada ao ataque contra o veículo em que estava o irmão de Any. A segunda envolveu dano material e lesão corporal, em razão da depredação do outro automóvel e dos ferimentos sofridos pela motorista.
Apesar de os episódios terem ocorrido em sequência, ainda não há confirmação de que os disparos e a depredação tenham sido praticados pelos mesmos responsáveis. A motivação exata dos crimes também não foi esclarecida.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação de prisões relacionadas aos ataques. A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias das ocorrências, identificar os envolvidos e apurar eventuais responsabilidades criminais.
O caso repercute em meio ao clima de polarização política após o segundo turno das eleições presidenciais. As investigações deverão esclarecer se os ataques tiveram motivação político-partidária ou se outras circunstâncias contribuíram para a violência.