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porto velho, quarta-feira 4 de novembro de 2026

PORTO VELHO (RO) – O assassinato do empresário e influenciador digital Herlison Diego de Siqueira, de 35 anos, conhecido como “Dom Diego”, ocorrido em setembro de 2023, em Jaru, terá um novo capítulo na Justiça. O irmão da vítima, Heverson Giuliane Siqueira, acusado de cometer o crime por uma suposta disputa de herança, será julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 19 de novembro, no município de Jaru, interior de Rondônia.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o homicídio teria sido motivado por desentendimentos familiares relacionados à divisão de uma herança. A acusação sustenta que Heverson teria planejado uma emboscada, permanecendo escondido na propriedade onde o irmão morava para surpreendê-lo no momento de sua chegada.
O crime aconteceu na noite de 8 de setembro de 2023, em frente a uma chácara localizada às margens da BR-364. Na ocasião, Dom Diego chegava à residência em um veículo, acompanhado de uma jovem, quando foi surpreendido por um homem armado, que efetuou vários disparos e fugiu por uma área de mata.
A mãe da vítima, que estava dentro da casa, ouviu os tiros e, ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou o filho atingido por disparos na cabeça e no abdômen. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte do empresário.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram indícios de que o assassinato teria sido premeditado. O Ministério Público denunciou Heverson por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O acusado está preso preventivamente desde 2 de dezembro de 2024. Durante a tramitação do processo, testemunhas foram ouvidas e o réu interrogado. Em outubro de 2025, Heverson optou por permanecer em silêncio diante das perguntas do juiz e do promotor, respondendo apenas aos questionamentos apresentados por seu advogado.
Em novembro de 2025, a Justiça determinou que o acusado fosse submetido ao Tribunal do Júri, considerando a existência de provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. A defesa recorreu, mas, em agosto de 2026, o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) manteve a decisão por unanimidade.
Em manifestação sobre o caso, os advogados de Heverson afirmaram que ele é inocente e destacaram que ainda não existe condenação. A defesa informou que apresentará seus argumentos diretamente aos jurados, sem antecipar detalhes das provas ou da estratégia jurídica.
Mais de três anos após o assassinato que provocou repercussão em Jaru e em outras regiões de Rondônia, caberá agora ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
O julgamento está marcado para 19 de novembro de 2026, e Heverson permanece amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência até eventual condenação definitiva.