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porto velho, segunda-feira 12 de outubro de 2026

Risco real de um apocalipse cibernético - Por: Augusto Branco
Ataques coordenados por Inteligência Artificial aos sistemas financeiros, de saúde, segurança pública, transportes, energia, logística e abastecimento poderiam paralisar países inteiros, comprometer serviços essenciais e provocar pânico, escassez de alimentos e medicamentos, colapso econômico e conflitos sociais.
O que até bem pouco tempo parecia ficção científica pode se tornar um risco concreto se o avanço tecnológico não for acompanhado de responsabilidade e segurança maiores do que os empregados até então, e não sou eu que estou dizendo isso, mas o próprio criador das redes neurais que deram origem à Inteligência Artificial,
Geoffrey Hinton, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2024.
Hinton alerta que temos pouco mais de um ano para tomarmos providências antes que uma Super Inteligência seja desenvolvida e escape ao controle humano, o que seria catastrófico.
Para evitar esse cenário, governos devem estabelecer regras rigorosas para o desenvolvimento e a operação de I.A., exigir mecanismos de supervisão humana, realizar testes independentes de segurança e impedir que sistemas autônomos tenham acesso irrestrito a infraestruturas críticas.
Também é fundamental investir em defesa cibernética, planos de contingência, sistemas de emergência independentes e cooperação internacional. A prevenção precisa começar agora: garantir que a inteligência artificial permaneça sob controle humano é uma questão de segurança nacional e de sobrevivência coletiva.
*O autor é escritor e presidente do Instituto Agir