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    porto velho, terça-feira 29 de setembro de 2026

Clubes ameaçam parar o Brasileirão após proibição das bets e perca de patrocínios

A crise envolvendo o fim das apostas esportivas no Brasil ganhou um novo capítulo e pode atingir diretamente o calendário do futebol nacional.


uol

Publicada em: 29/09/2026 17:11:10 - Atualizado


A crise envolvendo o fim das apostas esportivas no Brasil ganhou um novo capítulo e pode atingir diretamente o calendário do futebol nacional. Clubes brasileiros passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o governo federal diante dos impactos financeiros provocados pela medida provisória que proibiu as chamadas bets.

A possibilidade de paralisação surgiu durante as articulações dos dirigentes para reagir à decisão do governo. O movimento ganhou força após os clubes demonstrarem insatisfação com a falta de diálogo e articularem o esvaziamento de uma reunião que seria realizada nesta terça-feira (29) com representantes do governo. O encontro acabou cancelado.

O principal ponto de preocupação é financeiro. 14 dos 20 clubes da Série A possuem ou possuíam patrocínios de empresas de apostas, fazendo com que a medida tenha impacto direto sobre receitas comerciais das equipes. Em 2025, os patrocínios das bets aos clubes da Série A movimentaram cerca de R$ 1,03 bilhão, segundo levantamento citado pela imprensa.

A reação dos clubes também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entidades ligadas ao setor de apostas já ingressaram com ações para tentar suspender a medida provisória, questionando sua constitucionalidade e os efeitos imediatos sobre empresas que haviam recebido autorização para operar no país.

A medida provisória determina o fim das autorizações para exploração das apostas de quota fixa e proíbe também a publicidade e os patrocínios relacionados ao setor. As empresas autorizadas receberam prazo para encerrar suas operações, o que coloca em risco contratos firmados com clubes, competições e outras propriedades esportivas.

O futebol brasileiro tenta agora encontrar uma saída para evitar um impacto ainda maior sobre suas receitas. Os clubes defendem que, caso o governo mantenha a proibição, seja criado algum mecanismo de transição que permita a reorganização dos contratos e a busca por novos patrocinadores.

Enquanto o impasse cresce, a possibilidade de uma paralisação do Brasileirão deixa de ser apenas uma discussão interna entre dirigentes e passa a fazer parte da pressão institucional contra a medida.



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