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porto velho, sábado 3 de outubro de 2026

MUNDO: Christa Pike, a mulher que sobreviveu à injeção letal no Tennessee, comentou semanas antes sobre o seu temor de que exatamente isso ocorresse. Em uma gravação feita na prisão, ela descreveu como seu “pior pesadelo” que a tentativa de execução falhasse.
“Minha preocupação com o método de injeção letal é simplesmente que não tenho boas veias e estou preocupado com a possibilidade de nosso médico não ser qualificado para inserir um cateter venoso central em mim”, disse Pike em um vídeo obtido pelo New York Times.
Condenada à morte, Christa Pike sobreviveu a duas doses de injeção letal na quarta-feira (30/9). Ela está intubada em um hospital e seu estado de saúde é considerado crítico.
Uma falha da injeção letal é extremante rara. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, o que ocorreu com Pike é “algo único e sem paralelo”.
Em maio, também no Tennessee, as autoridades penitenciárias desistiram da tentativa de execução de Tony Carruthers após não encontrarem uma veia adequada. Eles tentaram inserir o acesso venoso por cerca de 1h30 antes de o processo ser interrompido.
“Tony Carruthers viveu o meu pior pesadelo. Detalhe por detalhe. E eu não quero passar por isso”, disse Christa Pike, relembrando o caso.
No vídeo, ela também fala sobre boatos de que o pentobarbital, remédio usado na injeção letal, seria comparável ao Drano, um produto químico usado para desentupir pias.
“A droga… supostamente causa uma queimação muito forte. E isso me assusta, porque usaram a palavra Drano para se referir a ela, e a ideia de sufocar e me afogar nos meus próprios fluidos corporais e sangue não me agrada nem um pouco.”
O entobarbital é geralmente usado para eutanásia. São administradas doses de 2 a 10 gramas, que causam coma seguido de parada da respiração e do coração, provocando a morte em 15 a 30 minutos.