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porto velho, sexta-feira 16 de outubro de 2026

MUNDO: Os militares dos Estados Unidos desenvolveram novos planos de ataque que incluem a possibilidade de usar a chamada “mãe de todas as bombas” contra a infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas, caso o presidente americano, Donald Trump, ordene a retomada das operações de combate antes ou depois das eleições legislativas de Meio de Mandato - que acontecem no início de novembro.
A informação foi adiantada pela CNN após conversa com vários funcionários americanos familiarizados com o assunto.
Trump enfrenta pressão para pôr fim à guerra, profundamente impopular, enquanto há poucos sinais de que os dois países estejam perto de um acordo.
“A MOAB é uma arma excelente para devastar grandes áreas, mas pouco útil para outras finalidades”, disse à CNN uma terceira fonte familiarizada com as discussões sobre os planos militares para o Irã. “Definitivamente, ela não foi projetada como uma ogiva de penetração profunda.”
Durante a fase final dos testes, em 2003, funcionários militares disseram à CNN que a MOAB havia sido concebida principalmente como uma arma para “operações psicológicas”.
Na época, os militares afirmaram esperar que uma explosão de tamanha magnitude abalasse as tropas iraquianas e as pressionasse a se render ou até mesmo a desistir de lutar.
Em sua concepção original, a MOAB seria utilizada contra grandes concentrações de tropas e equipamentos ou contra bunkers reforçados acima do solo. O conjunto de alvos previstos foi ampliado para incluir estruturas enterradas sob superfícies menos resistentes, como cavernas e túneis.
Segundo fontes, a bomba provavelmente não tem capacidade para penetrar suficientemente no solo e destruir, por exemplo, as supostas instalações nucleares da Montanha Pickaxe, um dos principais alvos dos EUA.
Se utilizada, a MOAB teria efeitos devastadores na área atingida, mas provavelmente apenas na superfície.
O enorme raio de explosão da bomba também levantaria quase certamente preocupações sobre o risco de mortes de civis — especialmente se ela fosse usada contra instalações de infraestrutura iranianas próximas a áreas povoadas e a locais não militares.
Ainda assim, Trump poderia optar por usar a MOAB como arma psicológica em um momento em que o regime iraniano parece entrincheirado e sem disposição para ceder às suas exigências diplomáticas.