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    porto velho, sexta-feira 16 de outubro de 2026

Como é a “mãe de todas as bombas”, que EUA querem usar Irã em instalações nucleares do Irã

Militares norte-americanos elaboraram estratégias com a bomba MOAB para atingir instalações nucleares e energéticas iranianas se Trump ordenar


cnn

Publicada em: 16/10/2026 09:46:49 - Atualizado


MUNDO: Os militares dos Estados Unidos desenvolveram novos planos de ataque que incluem a possibilidade de usar a chamada “mãe de todas as bombas” contra a infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas, caso o presidente americano, Donald Trump, ordene a retomada das operações de combate antes ou depois das eleições legislativas de Meio de Mandato - que acontecem no início de novembro.

A informação foi adiantada pela CNN após conversa com vários funcionários americanos familiarizados com o assunto.

Trump enfrenta pressão para pôr fim à guerra, profundamente impopular, enquanto há poucos sinais de que os dois países estejam perto de um acordo.

Conheça a bomba MOAB

  • É chamada de GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, ou bomba MOAB;
  • Guiada por GPS;
  • Recebeu o apelido de “mãe de todas as bombas”;
  • Tem explosão aérea que detona antes de atingir o solo, projetando uma enorme explosão em todas as direções;
  • É a bomba não nuclear mais potente dos Estados Unidos;
  • Pesa 21.600 libras, o equivalente a aproximadamente 9,8 toneladas;
  • É capaz de destruir uma área equivalente a nove quarteirões urbanos;

“A MOAB é uma arma excelente para devastar grandes áreas, mas pouco útil para outras finalidades”, disse à CNN uma terceira fonte familiarizada com as discussões sobre os planos militares para o Irã. “Definitivamente, ela não foi projetada como uma ogiva de penetração profunda.”

Foi desenvolvida na Guerra do Iraque

Durante a fase final dos testes, em 2003, funcionários militares disseram à CNN que a MOAB havia sido concebida principalmente como uma arma para “operações psicológicas”.

Na época, os militares afirmaram esperar que uma explosão de tamanha magnitude abalasse as tropas iraquianas e as pressionasse a se render ou até mesmo a desistir de lutar.

Em sua concepção original, a MOAB seria utilizada contra grandes concentrações de tropas e equipamentos ou contra bunkers reforçados acima do solo. O conjunto de alvos previstos foi ampliado para incluir estruturas enterradas sob superfícies menos resistentes, como cavernas e túneis.

Suposta instalação nuclear ainda é desafio

Segundo fontes, a bomba provavelmente não tem capacidade para penetrar suficientemente no solo e destruir, por exemplo, as supostas instalações nucleares da Montanha Pickaxe, um dos principais alvos dos EUA.

Se utilizada, a MOAB teria efeitos devastadores na área atingida, mas provavelmente apenas na superfície.

O enorme raio de explosão da bomba também levantaria quase certamente preocupações sobre o risco de mortes de civis — especialmente se ela fosse usada contra instalações de infraestrutura iranianas próximas a áreas povoadas e a locais não militares.

Ainda assim, Trump poderia optar por usar a MOAB como arma psicológica em um momento em que o regime iraniano parece entrincheirado e sem disposição para ceder às suas exigências diplomáticas.


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