• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sábado 25 de maio de 2024

Coreia do Norte diz que novo míssil balístico pode atingir os Estados Unidos


R7

Publicada em: 29/11/2017 08:56:40 - Atualizado

MUNDO- A Coreia do Norte disse ter testado com sucesso um novo míssil balístico intercontinental (ICBM) nesta quarta-feira (29) que coloca toda a área continental dos Estados Unidos ao alcance de suas armas nucleares.

O primeiro teste de um míssil norte-coreano desde meados de setembro vem uma semana depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, recolocar a Coreia de Norte em uma lista de países que, afirma Washington, apoiam o terrorismo, permitindo a imposição de novas sanções.

A Coreia do Norte, que também realizou seu sexto e maior teste nuclear em setembro, disparou dezenas de mísseis balísticos em testes sob o governo do líder do país, Kim Jong Un, em um desafio a sanções internacionais. O último teste representou a maior distância que um míssil norte-coreano já voou, caindo no mar perto do Japão.

A Coreia do Norte disse que o míssil atingiu altitude de cerca de 4.475 km e voou por 950 km por 53 minutos.

"Após assistir ao lançamento com sucesso do novo modelo de ICBM Hwasong-15, Kim Jong Un declarou com orgulho que agora finalmente realizamos a grande causa histórica de completar a força nuclear do Estado, a causa de construir uma potência de mísseis", disse um comunicado lido na TV.

A Coreia do Norte se descreveu como uma "potência nuclear responsável", afirmando que suas armas estratégicas foram desenvolvidas para defender o país "da política de chantagem e da ameaça nuclear dos imperialistas dos EUA".

Muitos especialistas na área nuclear afirmam que a Coreia do Norte ainda precisa provar que dominou todas as barreiras técnicas, incluindo a capacidade de instalar uma pesada ogiva nuclear de maneira confiável em um ICBM, mas eles acreditam que isso ocorrerá em breve.

"Não temos que gostar disso, mas vamos ter que aprender a conviver com a capacidade da Coreia do Norte de atingir os Estados Unidos com armas nucleares", disse Jeffrey Lewis, chefe do programa de não-proliferação para o leste asiático do Instituto Middlebury de Estudos Estratégicos.


Fale conosco