• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, terça-feira 27 de outubro de 2026

Justiça condena 18 integrantes de organização criminosa a mais de 374 anos de prisão

Grupo investigado pela PF transportava toneladas de drogas para São Paulo e utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro; Justiça também determinou o confisco de bens...


Redação

Publicada em: 27/10/2026 16:19:26 - Atualizado

Foto: Divulgação PF

A Justiça de Rondônia condenou 18 integrantes de uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. As penas somadas ultrapassam 374 anos de prisão. O grupo foi investigado pela Polícia Federal durante a Operação Carga Fria, deflagrada em dezembro de 2024, em Vilhena.

As investigações apontaram que, entre 2022 e 2024, os criminosos transportavam grandes carregamentos de entorpecentes de Rondônia para estados da região Sudeste, principalmente São Paulo.

Durante as apurações, a Polícia Federal apreendeu mais de 2,4 toneladas de drogas, incluindo cocaína, pasta base de cocaína e skunk. Em uma única ocorrência relacionada à organização, foram encontrados quase mil quilos de entorpecentes.

Além do tráfico, os investigadores identificaram um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para esconder a origem dos recursos obtidos com as atividades criminosas.

Para movimentar e ocultar o patrimônio, o grupo utilizava empresas de fachada do setor de transportes, registradas em nome de terceiros, além de uma autoescola adquirida com dinheiro proveniente dos crimes.

Durante a investigação, os policiais também apreenderam uma máquina de gravação a laser utilizada na produção de lacres falsificados.

As condenações incluem os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fuga do local de acidente de trânsito, conforme a participação de cada condenado.

A sentença determinou ainda o confisco de caminhões, semirreboques, automóveis, imóveis, joias, dinheiro em espécie e outros bens relacionados às atividades ilegais.

As empresas utilizadas para ocultar o patrimônio também foram incluídas na decisão judicial. Os bens confiscados serão destinados à União, conforme determinação da Justiça.


Fale conosco