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    porto velho, sexta-feira 20 de março de 2026

Flori desiste do governo, acusa traição e deixa campo livre para Camargo no Podemos

A saída não foi silenciosa. Flori saiu atirando, alegando ter sido traído dentro das próprias fileiras do partido — como se, na política, a lealdade fosse regra e não exceção...


Redação

Publicada em: 19/03/2026 23:46:02 - Atualizado

Imagem rondonoticias -IA

PORTO VELHO - RO - A disputa interna que começava a ferver no Podemos em Rondônia perdeu um de seus protagonistas antes mesmo de ganhar as ruas. O prefeito de Vilhena, delegado Flori, decidiu jogar a toalha e desistir da corrida pelo governo do estado, encerrando de forma abrupta o embate que travava nos bastidores com o delegado Camargo.

A saída, no entanto, não foi silenciosa. Flori deixou o campo atirando, alegando ter sido traído dentro das próprias fileiras do partido — como se, na política, a lealdade fosse regra e não exceção. A queixa ecoa mais como desabafo do que como surpresa em um ambiente onde movimentos e contra-movimentos são parte do jogo.

Do outro lado, Camargo avança. Recém-chegado ao Podemos, ainda em processo de migração partidária, acabou protagonizando a cena com precisão quase cirúrgica: entrou por último, sacou primeiro — e venceu. Sem precisar elevar o tom, viu o adversário recuar antes mesmo da definição interna que caberia à cúpula da legenda.

A crise expôs não apenas a rivalidade entre os dois delegados, mas também a fragilidade de uma disputa que sequer havia sido formalizada. Nos bastidores, a avaliação é de que a pressa custou caro a Flori, que não resistiu à tensão inicial e optou por abandonar o tabuleiro antes da abertura oficial do jogo.

Enquanto isso, o comando do Podemos em Rondônia, sob a liderança do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, segue adotando a estratégia do silêncio e da observação. Conhecido pelo pragmatismo, Léo mantém o foco na gestão da capital e deve, no tempo certo, escolher o nome com maior viabilidade eleitoral — critério que, no fim das contas, costuma prevalecer sobre qualquer disputa interna.

Com a saída de Flori, o cenário se redesenha. Camargo ganha espaço e protagonismo, enquanto o Podemos evita, ao menos por ora, aprofundar uma crise que poderia contaminar o projeto estadual.

Na política, muitas batalhas não terminam com vitória — mas com retirada. E, desta vez, quem deixou o campo foi quem primeiro demonstrou não estar disposto a suportar o peso da própria disputa.


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