Fundado em 11/10/2001
porto velho, segunda-feira 5 de outubro de 2026

O PL conseguiu eleger a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. A legenda alcançou 121 deputados federais após ganhar 22 cadeiras a mais do que nas últimas eleições. Em relação aos senadores, serão 28 parlamentares, sendo que 19 foram eleitos neste ano.
Os números representam mais de 23% de todos os deputados federais e 34,5% dos senadores. O número demonstra uma evolução de uma influência de parlamentares tradicionalmente alinhados a direita dentro do legislativo federal. A federação partidária do PT, PCdoB e PV contará 82 deputados, seis a menos que na última eleição.
A proporção dos parlamentares do PL, alinhada as novas composições de outros partidos de direita e centro-direita, constrói um cenário mais favorável a partir de 2027 para a aprovação de projetos e propostas de interesse desses políticos. Isso inclui, por exemplo, a cassação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) dentro do Senado Federal.
Com 28 senadores, o PL tem, por exemplo, número maior do que o necessário para apresentar requerimentos de abertura de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito).
Bancadas no Senado a partir de 2027:
No site oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ainda não há indicação dos deputados eleitos em alguns estados. Para que o TSE formalize a eleição dos deputados, é preciso finalizar o cálculo da parcela dos congressistas da Casa Baixa é escolhida pelo quociente eleitoral. Diante disso e dos candidatos sub judice, os dados ainda podem ser alterados.
No entanto, a própria Câmara dos Deputados, após a apuração de 99,99% das urnas eletrônicas, informou o número de cadeiras conquistadas por cada legenda e federação partidária.
Bancadas da Câmara:
Veja o peso da bancada de direita em votações
Considerando as bancadas do PL e do Novo, que oficialmente se apresentam como legendas de direita, e a do Republicanos, o grupo da direita chega a 172 deputados e 36 senadores no Congresso. Apesar de compor articulações com o centrão, o Republicanos foi contabilizado por ter como missão constituir uma bancada de visão "mais alinhada aos conceitos da direita conservadora".
No próximo ano, o Novo terá 10 deputados federais e 3 senadores, enquanto o Republicanos contará 41 representantes na Câmara e 5 na Casa Alta.
Impeachment de ministro do STF no Senado
A Constituição prevê que é competência do Senado julgar crimes de responsabilidade de ministros do Supremo. Esse tipo de crime motiva processos de impeachment e consiste em ações cometidas por autoridades como ministros, presidentes e governadores que ameacem o funcionamento dos Poderes, a segurança interna, à Constituição e a União, por exemplo.
Para avançar, um pedido de impeachment deve ser aceito pelo presidente do Senado. Caso isso ocorra, uma comissão especial será formada para analisar a denúncia.
O grupo deve emitir em até dez dias um parecer sobre se a denúncia deve ou não ser julgada. O parecer será submetido a uma discussão no plenário, e, para ser aprovado, precisa reunir a maioria simples de votos – ou seja, a de 41 senadores.
Uma vez votada e aprovada a admissão da denúncia, o alvo do processo é afastado imediatamente do cargo até o fim do caso. A partir daí, inicia-se a etapa de ampla defesa, que dá o direito do acusado se defender das acusações.
Depois, há a apresentação de um parecer "final" sobre o caso, que deve ou não ser aceito por meio de votação em plenário com todos os senadores. São necessários os votos de dois terços dos congressistas, o que representa 54 dos 81 parlamentares.
Utilizando os números de referência dos senadores do Novo, PL e Republicanos, eles precisariam de outros 18 votos de colegas para afastar um ministro do STF. Apesar disso, um evantamento do centro de estudos Ranking dos Políticos mostrou que do total de 81 senadores que estarão em 2027, 54 já se manifestaram favoravelmente ao impeachment de integrantes do STF.
O impeachment de um presidente da República segue uma estrutura similar, mas compete a Câmara a instauração da análise, sendo respeitado também os mesmos dois terços de deputados — 342 parlamentares.
Leis e derrubada de veto presidencial
Para a aprovação de um projeto de lei ordinária, após a proposta ser deliberada e estudada pelas comissões, é necessário que haja apenas a maioria simples em cada Casa legislativa no plenário, ou seja, a metade dos votantes em uma sessão.
Para projetos de lei complementar, considerados mais complexos, são necessários os votos de 257 deputados e 41 senadores. Neste cenário, as legendas de direita precisariam de outros 85 deputados e 5 senadores.
O número é o mesmo para a derrubada de um veto presidencial. Para a rejeição é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, computados separadamente. Registrada uma quantidade inferior de votos pela rejeição em umas das Casas, o veto é mantido.
Proposta de Emenda à Constituição
Para a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) na Câmara, são necessários os apoios de 171 deputados. Número que juntos PL, Novo e Republicanos ultrapassam. A quantidade é a mesma necessária para apresentar pedidos de abertura de CPI na Casa.
Para aprovar uma PEC, no entanto, são necessários os votos favoráveis de, no mínimo, 308 deputados, em dois turnos de votação. O mesmo ocorre no Senado, onde precisa de 49 senadores para a aprovação. Para chegar a esse quórum, os partidos de direita precisariam do apoio de outros 136 deputados e apenas 13 senadores.
Se o texto for aprovado no Senado e na Câmara sem alterações, é promulgado como emenda constitucional em sessão do Congresso Nacional e passam a valer. Isso porque as PEC não necessitas passar pela sanção do presidente da República.