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    porto velho, quinta-feira 8 de outubro de 2026

Urna do presídio Urso Branco revela candidatos mais votados por presos provisórios em PVH

Gláucia Negreiros liderou votação para deputada estadual na unidade prisional, seguida por Marcos Combate; seção eleitoral tinha 48 eleitores aptos...


Redação

Publicada em: 08/10/2026 17:31:48 - Atualizado

Foto: Reprodução

PORTO VELHO, RO - A votação realizada no último domingo (4), durante as eleições de 2026, também contou com a participação de presos provisórios no presídio Urso Branco, em Porto Velho. A seção eleitoral instalada na unidade prisional revelou os candidatos a deputado estadual que receberam mais votos entre os eleitores que aguardam uma decisão definitiva da Justiça.

A professora Gláucia Negreiros (Podemos) liderou a votação para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), com oito votos. Na segunda colocação apareceu Marcos Combate (Avante), que recebeu seis votos.

Na sequência, Adalto de Bandeirantes conquistou cinco votos, enquanto Edevaldo Neves registrou quatro, completando a relação dos quatro candidatos mais votados na unidade prisional.

Ao todo, 48 pessoas estavam aptas a votar na seção eleitoral do presídio Urso Branco. O número corresponde aos eleitores habilitados, não necessariamente ao total de votos efetivamente registrados na urna.

A participação dos detentos provisórios ocorre porque pessoas que ainda não possuem condenação criminal definitiva mantêm seus direitos políticos, incluindo o direito de escolher representantes nas eleições.

A situação é diferente daquela dos presos com condenação criminal transitada em julgado, que têm seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação, conforme estabelece a Constituição Federal.

O direito ao voto dos presos provisórios também esteve no centro de discussões no Congresso Nacional. Após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de uma proposta que buscava restringir essa participação, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a garantia do exercício do voto para pessoas encarceradas sem condenação definitiva.


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