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    porto velho, sexta-feira 9 de outubro de 2026

Urso Branco revela os candidatos preferidos dos presos provisórios, confira

Gláucia Negreiros liderou votação para deputada estadual na unidade prisional, seguida por Marcos Combate; seção eleitoral tinha 48 eleitores aptos...


Redação

Publicada em: 09/10/2026 09:00:28 - Atualizado

Foto: Reprodução

PORTO VELHO, RO - A votação realizada no último domingo (4), durante as eleições de 2026, também contou com a participação de presos provisórios no presídio Urso Branco, em Porto Velho. A seção eleitoral instalada na unidade prisional revelou os candidatos a deputado estadual que receberam mais votos entre os eleitores que aguardam uma decisão definitiva da Justiça.

A professora Gláucia Negreiros (Podemos) liderou a votação para a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), com oito votos. Na segunda colocação apareceu Marcos Combate (Avante), que recebeu seis votos.

Na sequência, Adalto de Bandeirantes conquistou cinco votos, enquanto Edevaldo Neves registrou quatro, completando a relação dos quatro candidatos mais votados na unidade prisional.

Ao todo, 48 pessoas estavam aptas a votar na seção eleitoral do presídio Urso Branco. O número corresponde aos eleitores habilitados, não necessariamente ao total de votos efetivamente registrados na urna.

A participação dos detentos provisórios ocorre porque pessoas que ainda não possuem condenação criminal definitiva mantêm seus direitos políticos, incluindo o direito de escolher representantes nas eleições.

A situação é diferente daquela dos presos com condenação criminal transitada em julgado, que têm seus direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação, conforme estabelece a Constituição Federal.

O direito ao voto dos presos provisórios também esteve no centro de discussões no Congresso Nacional. Após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de uma proposta que buscava restringir essa participação, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a garantia do exercício do voto para pessoas encarceradas sem condenação definitiva.


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