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    porto velho, sexta-feira 9 de outubro de 2026

Flávio varreu Rondônia, venceu Lula nos 52 municípios e expôs isolamento da esquerda

Em Primavera de Rondônia, por exemplo, Flávio Bolsonaro chegou a 71,67% dos votos válidos...


Redação

Publicada em: 09/10/2026 09:40:15 - Atualizado

Foto: Vittor Sales

PORTO VELHO-RO: O primeiro turno da eleição presidencial de 2026 deixou em Rondônia um recado político difícil de ser ignorado: Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos 52 municípios do Estado, impondo uma derrota territorial completa ao presidente e consolidando Rondônia como um dos terrenos mais hostis ao petismo no País.

No resultado estadual, Flávio alcançou 67,45% dos votos válidos, confirmando uma vantagem ampla sobre Lula e reproduzindo, de ponta a ponta, a força eleitoral da direita segundo apurou o  mapa rondoniense da UOL Notícias

A dimensão da vitória chama atenção não apenas pelo percentual, mas pela uniformidade. Da capital Porto Velho aos menores municípios do interior, Lula não conseguiu vencer em uma única cidade. Em Primavera de Rondônia, por exemplo, Flávio Bolsonaro chegou a 71,67% dos votos válidos. 

O cenário aprofunda uma dificuldade histórica do PT no Estado. Rondônia já havia se mostrado resistente a Lula em disputas presidenciais anteriores e, em 2026, essa rejeição ganhou contornos ainda mais contundentes. O resultado também acompanha uma movimentação nacional: Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula no País e conseguiu conquistar centenas de municípios que haviam dado maioria ao petista em 2022.

Para o segundo turno, o quadro rondoniense tende a ser especialmente complicado para a campanha petista. O desafio de Lula não é apenas reduzir uma diferença numérica expressiva, mas encontrar estrutura política capaz de produzir uma reação em um Estado onde PT e demais legendas de esquerda atualmente dispõem de poucas lideranças com densidade eleitoral suficiente para confrontar o campo conservador.

Esse é talvez o problema central. Enquanto o bolsonarismo conseguiu transformar sua identificação ideológica em capilaridade eleitoral, a esquerda rondoniense chega ao segundo turno sem nomes estaduais capazes, até aqui, de funcionar como grandes puxadores de votos para Lula. A eleição local mostrou essa fragilidade de maneira bastante clara.

No plano nacional, a disputa continua aberta. Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45,16% de Lula, levando a eleição para uma segunda rodada em 25 de outubro. Pesquisas divulgadas após o primeiro turno também mostram vantagem numérica do candidato do PL, embora o Datafolha ainda a situe dentro da margem de erro: 52% a 48% nos votos válidos. 

Em Rondônia, porém, o ponto de partida é muito mais desigual. A vitória de Flávio nos 52 municípios transformou o Estado em um território praticamente fechado ao petismo no primeiro turno. Reverter esse quadro em poucas semanas exigiria mais do que campanha nacional: exigiria lideranças, discurso regional e capacidade de mobilização que a esquerda, pelo resultado das urnas, ainda não demonstrou possuir.


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