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porto velho, terça-feira 29 de setembro de 2026

O excesso de peso se tornou o principal fator de risco associado à saúde da população brasileira, ultrapassando a hipertensão, segundo estudo publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.
A análise mostra que o país avançou no controle da pressão alta e do tabagismo, mas não conseguiu conter o crescimento da obesidade.
O levantamento integra a série GBD (Global Burden of Disease) e analisou a evolução dos principais fatores de risco no Brasil ao longo das últimas décadas.
A hipertensão ocupava a liderança entre os fatores de risco analisados no início do período estudado. Com a redução de seu impacto sobre a saúde da população, passou para a segunda posição.
O estudo também identificou mudanças relacionadas ao tabagismo. A redução da exposição ao cigarro contribuiu para diminuir sua participação entre os principais fatores associados à perda de saúde no país.
Enquanto alguns fatores tiveram redução, o índice de massa corporal elevado ganhou importância ao longo do período analisado.
De acordo com dados analisados no estudo, em 1990, o índice de massa corporal elevado e a glicose alta no sangue ocupavam o 7º e o 6º lugar no ranking de fatores de risco que mais tiram a saúde dos brasileiros. Em 2023, eles subiram para o 1º e o 3º lugar, ultrapassando a pressão arterial elevada.
O Ministério da Saúde classifica a obesidade como uma doença crônica e multifatorial.
Entre os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade estão aspectos biológicos, sociais e ambientais, além de alimentação inadequada e baixa atividade física.
De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças hepáticas e renais e alguns tipos de câncer.
Além disso, é destacado que o enfrentamento do excesso de peso envolve diferentes fatores e deve considerar as condições de vida e saúde de cada pessoa, evitando a culpabilização e a estigmatização.
Os resultados mostram uma alteração na composição dos principais fatores associados à perda de saúde no Brasil.
Medidas de controle da hipertensão e do tabagismo contribuíram para reduzir o impacto desses riscos, enquanto o excesso de peso avançou. O estudo aponta que a obesidade passou a ocupar uma posição central entre os desafios de saúde pública do país.
As principais recomendações para os próximos anos incluem focar na prevenção da obesidade desde a infância, incentivar a alimentação saudável, cuidar da saúde mental e manter o SUS (Sistema Único de Saúde) financiado e preparado para futuras emergências.