RONDONOTICIAS quinta-feira, 19 de setembro de 2019 - Criado em 11/10/2001

Campo gera em torno de 450 mil empregos em Rondônia, destaca Hélio Dias

No programa, presidente da Faperon também falou sobre baixo custo do leite para os produtores, e outros assuntos de interesse da população


Jaqueline Alencar / Rondonoticias

14/06/2019 08:35:44 - Atualizado

PORTO VELHO RO - O Programa a Voz do Povo, apresentado pelo jornalista e advogado Arimar de Souza Sá ao vivo de segunda-feira à sexta-feira do meio-dia às 13 horas na capital em pela Rádio Caiari 103,1 e pela Antena FM em Rede Estadual, recebeu nessa segunda-feira (11), o diretor presidente da presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) e presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae/RO Hélio Dias.

No programa, Hélio Dias destacou que o fortalecimento do agronegócio em Rondônia se deu em razão da colonização ocorrida a partir da década de 80, com maior relevância, no interior, especialmente na região do Vale do Jamari, Vale do Guaporé e central, responsáveis praticamente por todas as cadeias produtivas do estado a exemplo da piscicultura, produção de leite e outros grãos.

Atualmente, explicou, a região Norte do estado vem se mostrando como um futuro celeiro do agronegócio devido à sua localização geográfica privilegiada incluindo a grande Porto Velho e os distritos de Bandeirantes e Extrema.

Na Região do Cone Sul, acrescentou o presidente da Faperon, se destaca os grãos mecanizados, especialmente a soja com mais de 320 mil hectares de produção. Já no centro do estado que compreende também Jaru, o café, o cacau, os hortifrutigranjeiros, a pecuária, a suinocultura e a avicultura roubam a cena.

“Há 10 anos, muitas famílias de agricultores migraram do Cone Sul para o Vale do Jamari e a região como forte produtora, garantindo investimentos para o estado, e superando a crise. Quem conheceu Rondônia há 20, sabe que de uns 10 anos para cá, viu que o estado deu um salto em desenvolvimento com melhorias de estruturação das propriedades, de pastagens, a maioria tem seus veículos, seu plantel de gado”, salientou.

Pecuária, empregos e custo do leite

Na entrevista, Helio Dias também ressaltou que as 127 mil propriedades do estado geram em torno de 450 mil empregos gerados no campo. A pecuária, frisou, é responsável por 54% da receita do estado, se aproximando ao percentual de exportação dos grãos. “E dos 94 mil produtores cadastrados no Idaron são voltados à cadeia de corte e outros 25 a 32 mil trabalham na produção de leite”, completou.

Questionado em relação aos derivados do leite, que são produzidos fora do estado, o presidente da Faperon esclareceu que o preço, pago diretamente ao produtor, ainda inviabiliza a industrialização, que hoje é mais voltada à produção de mussarela.

“O baixo preço pago hoje ao produtor, que hoje é de em média de R$ 1,18 dá margem maior apenas aos laticínios e comerciantes, em especial as redes de supermercados”, disse, complementando que órgãos de defesa aos produtores estão se mobilizando no sentido de reverter a situação, citando que um programa de tecnificação do leite seria uma das soluções para o problema, pois transforma o produtor de “tirador de leite à profissional do leite”, aquisição de novas tecnologias e práticas.

“Hoje nossa produção é 2.200 litros de leite/dia com capacidade para duplicar com a industrialização com aprimoramento dos trabalhos dentro da tecnologia do balde cheio”, reforçou.

Adversidades

No geral, o presidente da Faperon, disse que as adversidades no agronegócio do estado, são pequenas em relação aos pontos positivos como exemplo, as chuvas acima de dois milímetros que ocorrerem praticamente o ano todo e a “insolação” favorável ao desenvolvimento das plantas. “Aqui a alface com 42 dias está pronta para ser revendida, enquanto que em outros estados, o prazo é de até 50 dias”, exemplificou, acrescentando que, a adversidade na região tropical, e ainda entre aspas, apenas em dois meses: janeiro e fevereiro, quando as chuvas são mais freqüentes, mas não chegam a acarretar prejuízos. “Mas no geral, temos as condições ideais, plantamos e colhemos na hora certa, obedecendo a esses ciclos”, completou.

Ainda no programa, Helio Dias respondeu a perguntas dos ouvintes, falou sobre desenvolvimento sustentável, qualidade da produção, e outros assuntos de interesse de todos.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA: 



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