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porto velho, terça-feira 10 de fevereiro de 2026

BRASIL: O ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde o dia 24 de janeiro, no Rio Grande do Sul, foi preso temporariamente, no início da manhã desta terça-feira (10).
Os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, também não dão notícias desde aquele dia. O desaparecimento da família gera apreensão e temor na cidade de Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre e são investigados pelas autoridades.
Em entrevista coletiva, os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), responsáveis pelo caso, Anderson Spier e Ernesto Prestes, deram detalhes sobre o caso. De acordo com Ernesto, neste momento, a polícia trabalha principalmente com a suspeita de que um homicídio tenha sido cometido contra integrantes da família.
O Delegado também deixou clara a dificuldade de se encontrar provas mais consistentes, justamente pelo fato de a investigação ainda não ter encontrados corpos das vítimas.
“Nós não podemos dizer ainda como e porque esse crime ocorreu. Estamos tentando identificar tudo, a partir do material que temos em mãos. A hipótese que temos é de que tenha sido cometido o crime de homicídio. Esse homem ficará preso temporariamente de 30 dias e estamos trabalhando para encontrar outros eventuais suspeitos. Ainda não temos a certeza de nada, estamos trabalhando com hipóteses, até porque não encontramos corpo algum ainda”.
A primeira a desaparecer foi Silvana. Em postagens nas redes sociais, ela alegava que havia sofrido um acidente de carro no retorno de uma viagem feita até a cidade de Gramado, também no Sul. Após avisar, em outra publicação, que ficaria sem sinal de internet, voltou no dia seguinte agradecendo as orações.
Preocupados com o sumiço da filha, os pais, Isail e Dalmira, foram buscar informações em um posto da polícia que, no momento, estava fechado. Desde então, eles não foram mais vistos e, assim como a filha, desapareceram misteriosamente. O Delegado Anderson Spier lembra que a investigação começou no quinto dia de desaparecimento e reforçou a questão da falta de corpos, que dificulta o trabalho de perícia.
“A gente sempre lembra que fomos acionados após o quinto dia de desaparecimento da família. Começamos com as buscas, mas, infelizmente, não conseguimos realizar uma perícia, porque não temos notícia de corpos, nada. No primeiro momento, preferimos identificar as linhas de investigação. Se não temos as hipóteses, o trabalho seria mais superficial ainda. Por isso que buscamos detalhes na casa, nas redondezas, pra que o perito também tivesse mais informações sobre o caso”.
Até o momento, foram identificados, na casa da família, dois objetos que podem levar até os suspeitos. O primeiro deles é um cartucho de festim e o segundo um celular. Além disso, pingos de sangue foram encontradas em alguns pontos da casa. Ambos foram encontrados no local, recolhidos e, agora, passam por análise para identificar possíveis digitais.
O delegado Anderson Spier, porém, revelou que o resultado pode levar tempo para ser divulgado.
“Já temos a perícia concluída pela arma que foi encontrada na garagem. Era um cartucho de festim. Foram encontradas também algumas gotículas de sangue, que tem que ser melhor apuradas e analisadas. Elas podem ser de animais, humanos… esse desencadear ainda está sendo realizado e demanda tempo pra ser concluído. Estamos também trabalhando para resolver e identificar a perícia do telefone celular que foi encontrado na casa”, finalizou.
Os delegados admitem que a chance dos três estarem vivos é remota.