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    porto velho, segunda-feira 9 de fevereiro de 2026

Hildon volta a sonhar com o governo e acende motores no interior do Estado

Nos últimos dias, o ex-prefeito tem percorrido cidades do interior, conversando com lideranças, prefeitos e vereadores...


Redação

Publicada em: 09/02/2026 07:40:14 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Depois de um período de silêncio estratégico, após ser o primeiro a lançar pré-candidatura ao governo do Estado, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), voltou a colocar o pé na estrada e reacender o discurso almejando a primeira cadeira do Palácio Rio Madeira. 

Animado por números de pesquisas internas e pela leitura de um cenário ainda aberto, o tucano passou a intensificar visitas ao interior, buscando massificar seu nome na hinterlândia rondoniense e apresentar ao eleitorado as vitrines administrativas que construiu na capital.

Nos bastidores, aliados afirmam que o novo fôlego político de Hildon tem explicações bem objetivas. A primeira delas é o desempenho nas primeiras sondagens realizadas em Porto Velho, onde o ex-prefeito aparece com vantagem sobre nomes como Marcos Rogério (PL), Adailton Fúria (PSD), Sérgio Gonçalves (União Brasil) e Expedito Neto (PT). O resultado, ainda que preliminar, foi suficiente para reacender o entusiasmo do grupo tucano.

O segundo fator é a convicção de que a maré na capital pode subir ainda mais. Hildon aposta que o recall administrativo e a memória de suas obras em Porto Velho tendem a crescer conforme o calendário eleitoral se aproxima. Em política, quem larga na frente no maior colégio eleitoral costuma ter meio caminho andado, e é exatamente essa lógica que alimenta o novo otimismo do ex-prefeito.

O cálculo é simples e frio, típico de quem conhece o peso das urnas. Porto Velho, sozinha, concentra mais eleitores do que a soma de municípios estratégicos como Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena. Uma vitória robusta na capital, portanto, pode representar um passaporte quase automático para o segundo turno, seja em um eventual duelo com o bolsonarista Marcos Rogério ou em um embate com o Expeditista Adailton Fúria.

Nos últimos dias, o ex-prefeito tem percorrido cidades do interior, conversando com lideranças, prefeitos e vereadores. O roteiro tem sido interpretado como um ensaio geral de campanha, com direito a discursos sobre gestão, responsabilidade fiscal e obras estruturantes executadas em Porto Velho. É a tentativa de transformar a vitrine da capital em cartão de visitas para o restante do estado.

Além disso, pesa na balança a perspectiva de alianças. Hildon avalia que pode atrair o apoio de partidos importantes, sobretudo em um cenário fragmentado, onde as legendas buscam nomes competitivos para não ficarem fora do jogo majoritário. Em política, ninguém quer apostar em cavalo manco, e as pesquisas, embora oficiosas, por ora, colocam o tucano em posição confortável na capital.

Mesmo assim, o tabuleiro rondoniense é conhecido por suas reviravoltas. Rondônia é terra onde as zebras costumam atravessar a pista em plena reta final, embaralhando as cartas e mudando o rumo das disputas. O próprio histórico eleitoral do estado mostra que favoritismos precoces nem sempre resistem ao calor da campanha.

Ainda assim, a leitura dentro do grupo de Hildon é de que chegou a hora de sair da defensiva e assumir o papel de pré-candidato. Depois de meses no compasso de espera e uma possível guinada de propósito à Câmara Federal, o tucano parece disposto a entrar novamente no jogo grande, apostando na força eleitoral de Porto Velho para abrir caminho rumo ao segundo turno e, quem sabe, ao comando do Palácio Rio Madeira.

Se a capital é o seu principal trunfo, o interior será o campo decisivo. E é justamente por isso que Hildon, 'sem emprego fixo' voltou a rodar o estado, tentando transformar números de pesquisas em votos reais — antes que o tabuleiro mude e o vento da política sopre em outra direção.


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