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    porto velho, quinta-feira 2 de abril de 2026

Impacto do diesel pode chegar a R$ 4 bilhões, diz secretário do Ministério da Fazenda

Em entrevista, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou o impacto que o plano de subvenção pode causar


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Publicada em: 01/04/2026 17:41:16 - Atualizado

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que todos os estados brasileiros devem aderir ao acordo para conter a alta do diesel até o final da semana e que o plano de subvenção deve custar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões ao longo de dois meses. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (1) em entrevista ao SBT News.

A medida, de caráter emergencial, deve ser oficializada ainda esta semana e procura conter os impactos da alta do petróleo no mercado internaciona l, em meio à Guerra no Oriente Médio, e evitar preço excessivo à população.

Se ele ficar nesse período de mais 60 dias, nós devemos ter um impacto de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, dependendo do volume a ser importado, o qual seria dividido com os estados, R$ 2 bilhões para cada. Então, nós imaginamos que, dentro desse montante, nós devemos absorver ele sem a necessidade de uma medida adicional de compensação. Estamos discutindo esse assunto com um pouco mais de calma internamente."

A União já zerou os tributos federais, o Pis e o Cofins, e já realizou uma subvenção de R$ 0,32. Agora, para garantir o abastecimento, o governo federal propõe a subvenção de R$ 1,20. Desse valor, os estados devem arcar com metade do custo.

Não acredito que vai ficar um estado para trás, estamos quase chegando à unanimidade. Se não tivermos, ok, é responsabilidade daquele estado essa decisão. Mas eu acredito que temos total condição de alcançarmos até o final da semana essa unanimidade."

Acordo

A proposta estabelece que o desconto total de R$ 1,20 por litro será aplicado ao diesel importado, como forma de reduzir o impacto dos preços internacionais no mercado interno.

Desse valor, metade será bancada pelo governo federal e a outra metade pelos estados.

Segundo o Ministério da Fazenda e o Comsefaz, a medida é temporária e emergencial, com duração limitada a até dois meses, evitando efeitos permanentes nas contas públicas.


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