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    porto velho, terça-feira 24 de março de 2026

Tabuleiro político se arma e define dois grupos disputando poder em Rondônia

Pelo PL, o movimento foi direto e sem rodeios. O senador Marcos Rogério cravou, em Ji-Paraná, no último sábado...


Redação

Publicada em: 24/03/2026 09:59:09 - Atualizado

PORTO VELHO-RO: Com o calendário político eleitoral avançando, Rondônia entra em fase de alinhamento e duas pré-candidaturas ao governo e ao Senado ganham contornos definidos.

O tabuleiro político começa a sair da penumbra das articulações e ganha traços mais nítidos com as primeiras definições de grupos que disputarão o Governo do Estado e as duas vagas ao Senado em 2026. Ainda distante da formalização das candidaturas e nominatas, o cenário já revela blocos organizados, estratégias em curso e uma disputa que promete ser intensa.

Pelo PL, o movimento foi direto e sem rodeios. O senador Marcos Rogério cravou, em Ji-Paraná, no último sábado, sua pré-candidatura ao governo, assumindo o protagonismo de um grupo que busca consolidar uma frente competitiva. Ao seu redor, o partido já desenha a composição para o Senado: o deputado federal Fernando Máximo, com base eleitoral em Porto Velho, e o pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná, formando uma dobradinha que mistura capital político e força no interior.

Do outro lado do tabuleiro, o União Brasil se movimenta com o ex-prefeito da capital, Hildon Chaves, que troca o discurso da gestão municipal pela ambição estadual. Com perfil técnico e recall administrativo, Hildon ensaia um projeto de governo ancorado em alianças estratégicas. Para o Senado, surge com dois nomes de peso: a deputada federal Silvia Cristina, consolidada no interior e bem avaliada em Porto Velho, e a ex-deputada Mariana Carvalho, com densidade eleitoral na capital.

O desenho inicial expõe mais do que nomes. Revela dois campos em formação, com bases geográficas bem distribuídas e tentativas claras de equilibrar capital e interior — fator historicamente decisivo nas urnas rondonienses.

Nos bastidores, a leitura é simples: ninguém entra em campo para marcar posição. Todos jogam para vencer. E, como em todo jogo de alto risco, os movimentos antecipados indicam que a disputa não será apenas eleitoral, mas estratégica, marcada por alianças, rupturas e, sobretudo, pela capacidade de cada grupo em sustentar seu projeto até o fim.

A corrida começou antes do apito oficial. E, ao que tudo indica, será disputada lance a lance.


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