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porto velho, terça-feira 24 de março de 2026

PORTO VELHO-RO: O PSDB de Rondônia vive hoje um dos momentos mais delicados de sua história — talvez o mais grave. A legenda, que já ocupou espaço de protagonismo no estado, chega ao ciclo eleitoral de 2026 enfraquecida, endividada e sem rumo político definido.
O diagnóstico é duro: cofres pressionados por dívidas elevadas, ausência de nominata competitiva para as disputas proporcionais e, mais grave, nenhuma candidatura própria ao Governo do Estado. Em um cenário onde os principais grupos já se organizam e apresentam seus projetos, o PSDB simplesmente não aparece.
A saída do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves — até então principal ativo político da sigla — aprofunda ainda mais a crise. Sem sua maior liderança, o partido perde não apenas densidade eleitoral, mas também capacidade de articulação e visibilidade no debate público.
Nos bastidores, o que se vê é um partido esvaziado, sem comando claro e sem estratégia. Lideranças remanescentes não conseguem reagir, enquanto quadros históricos já migraram ou ensaiam novos destinos partidários. O resultado é um PSDB sem voz, sem identidade e, sobretudo, sem competitividade.
O contraste com outros tempos é inevitável. A legenda que já foi sinônimo de organização e disputa real de poder hoje parece assistir à própria desidratação, sem força para se reposicionar.
Na política, o vácuo não dura. Espaços são rapidamente ocupados por quem se movimenta — e o PSDB, parado, vai sendo engolido pelo dinamismo dos adversários.
Se não houver uma reação imediata, o partido corre um risco concreto: deixar de ser apenas coadjuvante e passar à condição de peça fora do jogo, desaparecendo do radar do eleitor rondoniense antes mesmo do início oficial da disputa.