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porto velho, sexta-feira 6 de novembro de 2026

A regulamentação do chamado “imposto do pecado”, promovida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reacendeu a preocupação com o aumento dos preços da cachaça e de outras bebidas alcoólicas no Brasil. A nova tributação poderá elevar os custos para fabricantes, comerciantes e consumidores, dependendo das alíquotas definitivas e dos reajustes praticados pelo mercado.
A Medida Provisória nº 1.399/2026 estabelece uma alíquota de 20% para cachaça e rum, conforme informações divulgadas sobre a regulamentação do Imposto Seletivo. A cobrança está prevista para começar em fevereiro de 2027, dentro do processo de implementação da reforma tributária.
O novo imposto substituirá a tributação do IPI sobre os produtos abrangidos. Por isso, a alíquota anunciada não significa, necessariamente, que a garrafa de cachaça ficará 20% mais cara nas prateleiras dos supermercados, bares e distribuidoras.
A possibilidade de novos reajustes, entretanto, preocupa o setor de bebidas, especialmente pequenos produtores e comerciantes que dependem da venda de destilados populares.
A expressão “Só rico vai comprar” traduz o temor de que a bebida tradicional brasileira se torne menos acessível, mas não corresponde a uma declaração verificada de consumidores ou representantes do setor.
A regulamentação estabelece percentuais diferentes conforme o tipo de bebida. Enquanto a cachaça tradicional abrangida pela classificação específica terá alíquota de 20%, outros destilados, como uísque, vodca, gin e determinadas aguardentes, estarão sujeitos à cobrança de 24%. Algumas bebidas obtidas do melaço da cana também entram nessa faixa mais elevada.
O governo federal afirma que as alíquotas de 2027 foram calculadas para substituir o IPI sem elevar a carga tributária global dos setores atingidos. Portanto, ainda não há confirmação de que os preços da cachaça sofrerão aumentos expressivos por causa da medida.
A cobrança está prevista para começar em 2 de fevereiro de 2027. A medida provisória ainda será analisada pelo Congresso Nacional, enquanto as alíquotas permanentes, previstas para 2028, dependerão de nova legislação.