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porto velho, quarta-feira 26 de fevereiro de 2025
PORTO VELHO (RO) - A enrolada questão envolvendo a concessão do Complexo Madeira Mamoré para o grupo Amazonfort continua tendo desdobramentos inesperados, dessa vez o problema são os quiosques localizados no calçadão disposto ao longo da área histórica, que conforme a associação dos ex-ferroviários, não estão inseridas na área concedida.
Uma denúncia da associação, que tramita na Justiça Federal, aponta que o grupo Amazonfort está alugando esses quiosques a peso de ouro, e inclusive uma obra, sem autorização das autoridades que protegem o patrimônio histórico estaria sendo realizada no calçadão.
"A associação dos ferroviários solicitou ao SPU que determine a derrubada dessas construções porque existe laudo da PGR que confirma a invasão da área tombada", alegou George Teles, vice-presidente da associação dos ex-ferroviários.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, o valor médio do custo do aluguel desses quiosques está em torno dos R$ 6 mil. Vale destacar que o contrato da Amazonfort não permite a exploração comercial da área, cláusula que vem sendo descumprida desde o início da presença da empresa no espaço.
Indefinido, o contrato de concessão ainda passará por uma análise que irá decidir sua revogação ou alteração para cessão onerosa.