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    porto velho, segunda-feira 6 de abril de 2026

Indefinição de Confúcio trava articulação e irrita militância petista em Rondônia

Conhecido por decisões tomadas nos momentos finais, Confúcio já adotou estratégia semelhante em outras disputas...


Redação

Publicada em: 06/04/2026 09:10:28 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - A demora do senador Confúcio Moura-MDB em definir se disputará uma vaga ao Senado em 2026 tem provocado crescente insatisfação entre militantes do Partido dos Trabalhadores em Porto Velho e no interior do estado. Nos bastidores, o clima é de cobrança, em meio a especulação de desistência, por uma decisão que permita ao partido avançar na organização do projeto eleitoral.

De acordo com fontes ouvidas pelo portal Rondonoticias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado diretamente para estimular a construção de alianças no estado, mantendo contato com lideranças regionais e reforçando a importância de fortalecer o palanque petista em Rondônia.

A base do partido sustenta que o momento é de reconstrução e não pode perder tempo. Após anos de retração em um cenário dominado pelo conservadorismo, a sigla intensificou o movimento de filiações e a busca por nomes competitivos para as disputas proporcionais — tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal. No entanto, a indefinição sobre a candidatura majoritária é apontada como um entrave para dar coesão ao projeto.

Integrantes da militância avaliam que a ausência de uma posição clara de Confúcio dificultou a mobilização e comprometeu a formação das chapas. “O partido tenta se reorganizar, mas precisa de uma referência para avançar”, resume um dirigente ouvido pela reportagem.

Analistas políticos ouvidos pelo Rondonoticias ponderam que o comportamento não surpreende. Conhecido por decisões tomadas nos momentos finais, Confúcio já adotou estratégia semelhante em outras disputas — quase sempre com êxito. Ainda assim, há quem veja risco na repetição do método em um cenário mais competitivo e com o partido tentando recuperar espaço.

Um integrante da chamada “velha guarda” petista foi direto ao avaliar a situação: “Ele costuma decidir nos 45 minutos do segundo tempo. Já venceu assim, mas agora o partido precisa de tempo para se estruturar. Essa espera cobra um preço”.

Enquanto a definição não vem, o PT segue em campo, tentando reacender sua presença política em Rondônia — mas com a sensação de que joga contra o relógio de Moura.


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