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    porto velho, terça-feira 7 de abril de 2026

Governador Marcos Rocha e a palavra mantida mesmo com prejuízo eleitoral

Ao decidir ficar, Marcos Rocha fecha um ciclo de oito anos à frente do governo estadual. A gestão registra avanços em áreas estratégicas, embora...


Redação

Publicada em: 06/04/2026 23:12:15 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - Com o fim do prazo de desincompatibilização, o governador Marcos Rocha-PSD confirmou que seguirá no comando do Estado até o último dia de seu mandato. A decisão encerra semanas de especulações sobre uma possível candidatura ao Senado, onde aparecia bem posicionado em diferentes cenários eleitorais.

Ao optar por permanecer no cargo, Rocha reafirma um compromisso previamente assumido — atitude cada vez mais incomum no ambiente político — mesmo diante de um cenário que indicava viabilidade concreta de disputa, impulsionada pelas entregas de sua gestão. A escolha, embora com potencial custo eleitoral, consolida a decisão de concluir integralmente seu ciclo administrativo.

O movimento ocorre em meio a uma intensa reorganização política em Rondônia, com pré-candidatos em campo e articulações avançando nos bastidores. Diferente de outros líderes, o governador ficará fora da disputa de outubro, mesmo sendo apontado como um nome competitivo para o Senado.

Nos bastidores, a avaliação predominante era de que Rocha poderia capitalizar o desempenho de seus dois mandatos. O primeiro foi considerado positivo em diversos aspectos, enquanto a reeleição, conquistada em cenário mais adverso, reforçou sua permanência à frente do Executivo estadual.

A decisão também repercute diretamente em seu entorno político. A primeira-dama Luana Rocha e o diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, eram apontados como nomes com forte potencial eleitoral — ela com viabilidade para a Câmara Federal, ele como um nome competitivo para a Assembleia Legislativa. No caso de Sandro, a gestão à frente do Detran, marcada por modernização de serviços e campanhas educativas, vinha sendo vista como vitrine para uma eventual candidatura. Com a permanência do governador, no entanto, o cenário sofre ajustes, especialmente no grupo mais próximo ao Palácio Rio Madeira.

Ao decidir permanecer, Marcos Rocha caminha para encerrar um ciclo de oito anos à frente do governo estadual. A gestão apresenta avanços em áreas estratégicas, embora, como em qualquer administração, também tenha enfrentado limitações e metas não integralmente atingidas.

Para analistas da política local, sua ausência na disputa de outubro altera o desenho da corrida, retirando do cenário um nome forte. Para aliados, a decisão representa coerência administrativa e coragem, ao priorizar a conclusão do mandato em vez de um projeto eleitoral imediato.

Com isso, o governador se coloca entre as poucas lideranças que optam por permanecer no cargo até o fim, mesmo diante de um ambiente politicamente favorável a novos voos.



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