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porto velho, quarta-feira 21 de outubro de 2026

PORTO VELHO- RO - O silêncio quase sepulcral do governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), sobre seu voto no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio (PL) pode ter uma razão bem direta: a forte oposição feita pelo PL nos últimos quatro anos de seu governo.
Eleito pela primeira vez pelo PSL, partido que elegeu Jair Bolsonaro à Presidência do Brasil, Marcos Rocha era considerado a maior liderança bolsonarista em Rondônia, mas o tempo passou e essa projeção não se confirmou.
Com a implosão do PSL e a ida da direita conservadora em massa para o PL, Marcos Rocha ficou perdido, ao mesmo tempo em que Marcos Rogério se tornava o senador mais ferrenho na defesa do então presidente Jair Bolsonaro.
Veio a reeleição em 2022 e a tentativa do PL de tomar o governo das mãos de Rocha por meio da candidatura de Marcos Rogério. Na época, Bolsonaro afirmou que apoiava os dois candidatos.
Para vencer, Rocha precisou rasgar o manto do bolsonarismo e costurar alianças de todos os lados, aproximando-se de progressistas e conservadores.
Porém, durante os últimos quatro anos, Marcos Rocha foi alvo de ações eleitorais movidas pelo PL na Justiça e sofreu forte oposição do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, distanciando-se cada vez mais desse bloco político.
Dessa maneira, a ausência do governador de Rondônia na campanha de Flávio torna clara a mágoa entre Marcos Rocha e o partido da família Bolsonaro.